{"id":661,"date":"2017-10-20T12:50:03","date_gmt":"2017-10-20T14:50:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=661"},"modified":"2021-06-12T12:21:29","modified_gmt":"2021-06-12T15:21:29","slug":"mudancas-no-balanco-de-pagamentos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ecen.com.br\/?page_id=661","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as no Balan\u00e7o de Pagamentos"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"661\" class=\"elementor elementor-661\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-412b4d6c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"412b4d6c\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-399377b4\" data-id=\"399377b4\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7fdd202c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7fdd202c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><strong><em><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4 alignnone\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"27\" data-wp-pid=\"4\" \/><\/span><br \/><\/span><\/em><span style=\"color: #000000;\">Economia e Energia &#8211; E&amp;E N\u00ba 96, julho a setembro \u00a02017<\/span><em><span style=\"color: #808080;\"><br \/><\/span><\/em><\/strong><span style=\"color: #808080;\">ISSN 1518-2932<\/span><\/p><p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><em>Artigo:<\/em><\/strong><\/span><\/p><h1><a name=\"_Toc496006715\"><\/a><a name=\"_Toc491082897\"><\/a><strong>MUDAN\u00c7AS NO BALAN\u00c7O DE PAGAMENTOS<\/strong><\/h1><p style=\"text-align: right;\"><em>Carlos Feu Alvim, Andreza Starling e Olga Mafra<\/em><\/p><p><em>\u00a0<\/em><a name=\"_Toc496006716\"><\/a>Resumo<\/p><p>O Brasil adota no seu Balan\u00e7o de Pagamentos a metodologia estabelecida pelo FMI, definida atrav\u00e9s de manuais por ele publicados. Analisam-se as mudan\u00e7as introduzidas pela sexta revis\u00e3o BPM6 e comparam-se os resultados com os da vers\u00e3o anterior. Existem impactos importantes com o aprofundamento do conceito de que o com\u00e9rcio internacional se d\u00e1 n\u00e3o entre os pa\u00edses, mas entre seus residentes. Bens e servi\u00e7os produzidos pelo capital externo, inclusive bens naturais, s\u00e3o contabilizados de acordo com a nacionalidade do capital e n\u00e3o a partir das fronteiras internacionais. O impacto das mudan\u00e7as ainda \u00e9 mais significativo nas Transa\u00e7\u00f5es Correntes e na D\u00edvida Externa.<\/p><h3><a name=\"_Toc496006717\"><\/a>Palavras Chave<\/h3><p>Balan\u00e7o de pagamentos, Brasil, d\u00edvida externa, posi\u00e7\u00e3o internacional de investimentos, BPM6, FMI, transa\u00e7\u00f5es correntes, territ\u00f3rio econ\u00f4mico.<\/p><h2><a name=\"_Toc496006718\"><\/a><a name=\"_Toc491082898\"><\/a>1.\u00a0\u00a0 As Mudan\u00e7as no Manual do FMI<\/h2><p>O Balan\u00e7o de Pagamentos do BCB adota metodologia estabelecida pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional \u2013 FMI que \u00e9 definida atrav\u00e9s de manuais publicados por essa institui\u00e7\u00e3o.<\/p><p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do Manual de Balan\u00e7o de Pagamentos foi publicada em 1948 com o objetivo de orientar a padroniza\u00e7\u00e3o dos dados de diversas economias reportados ao FMI. Desde ent\u00e3o, foram publicadas mais cinco atualiza\u00e7\u00f5es do manual, \u201csempre com a finalidade de aperfei\u00e7oar esta metodologia e retratar os \u00faltimos avan\u00e7os nas \u00e1reas econ\u00f4mica e financeira\u201d.<\/p><p>A partir da quinta edi\u00e7\u00e3o (1993), foi inclu\u00edda tamb\u00e9m a Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos &#8211; PII. Este conceito \u00e9 muito importante como medida da vulnerabilidade dos pa\u00edses j\u00e1 que todas as obriga\u00e7\u00f5es e haveres s\u00e3o a\u00ed contabilizados. Um investimento externo, seja feito por interm\u00e9dio de empr\u00e9stimo, seja por investimento estrangeiro direto, \u00e9 contabilizado negativamente, pois representa uma obriga\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que recebe investimentos ou empr\u00e9stimos. A PII representa uma vis\u00e3o mais completa do que pode ser chamado Passivo Externo L\u00edquido<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>.<\/p><p>A Sexta Edi\u00e7\u00e3o do Manual de Balan\u00e7o de Pagamentos e Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos (BPM6), publicada em 2009, \u00e9 a mais recente e estabelece a metodologia a ser utilizada na realiza\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos e estat\u00edsticas das transa\u00e7\u00f5es de um pa\u00eds, de modo a garantir uniformidade e comparabilidade entre as diferentes economias do mundo.<\/p><p>Em 2015, o Banco Central do Brasil &#8211; BCB atualizou a metodologia de c\u00e1lculo do Balan\u00e7o de Pagamentos (BP) e da Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos (PII) em conformidade com o BPM6. Os dados, entre 2010 a 2015, foram reconstru\u00eddos e publicados pelo BCB na nova metodologia. As s\u00e9ries completas, de 1995 a 2016<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a>, j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis, mas as compara\u00e7\u00f5es mais relevantes se concentram no per\u00edodo estudado.<\/p><p>Dentre os benef\u00edcios desta atualiza\u00e7\u00e3o, foram apontados pelo BCB o aperfei\u00e7oamento das estat\u00edsticas e o alinhamento com os dados do Sistema de Contas Nacionais 2008 (<em>System of National Accounts, 2008 SNA<\/em>) <a href=\"#Ref_2\">[Ref. 2],<\/a> que \u00e9 a nova metodologia adotada para contas nacionais pelo IBGE a partir de 2015.<\/p><h2><a name=\"_Toc496006719\"><\/a><a name=\"_Toc491082899\"><\/a>2.\u00a0 \u00a0 Repercuss\u00e3o das Mudan\u00e7as no Balan\u00e7o de Pagamentos<\/h2><p>A maior consequ\u00eancia das modifica\u00e7\u00f5es introduzidas no Balan\u00e7o de Pagamentos \u00e9 sobre as Transa\u00e7\u00f5es Correntes. Estas modifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o apresentadas resumidamente no Anexo 1.<\/p><p>Na Tabela 1, est\u00e3o indicados os principais itens relativos \u00e0s Transa\u00e7\u00f5es Correntes no per\u00edodo 2000 a 2016, conforme constam no Balan\u00e7o de Pagamentos na estrutura nova. Chama aten\u00e7\u00e3o a expressiva redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit nas Transa\u00e7\u00f5es Correntes nos \u00faltimos anos que \u00e9 um sinal positivo para vencer as dificuldades econ\u00f4micas atuais. Esta tend\u00eancia certamente contribuiu para que as mudan\u00e7as realizadas, apesar do seu impacto negativo, n\u00e3o chamassem muito a aten\u00e7\u00e3o.<\/p><p>A Tabela 2 mostra os valores antigos (BPM5). Notar que o item \u201cRendas\u201d corresponde ao atual \u201cRenda Prim\u00e1ria\u201d e o item \u201cTransfer\u00eancias Unilaterais Correntes\u201d corresponde ao item \u201cRenda Secund\u00e1ria\u201d na classifica\u00e7\u00e3o atual.<\/p><p>Nas Tabelas 3 e 4 comparam-se os valores pelas duas metodologias:<\/p><p>Tabela 1: Principais componentes das Transa\u00e7\u00f5es Correntes (BPM6)<br \/>em milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 Dados<a href=\"#Ref_5\"> [Ref. 5]<\/a><\/p><table width=\"118%\"><tbody><tr><td width=\"30%\">\u00a0<\/td><td width=\"7%\">2010<\/td><td width=\"10%\">2011<\/td><td width=\"10%\">2012<\/td><td width=\"10%\">2013<\/td><td width=\"10%\">2014<\/td><td width=\"10%\">2015<\/td><td width=\"10%\">2016<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\"><strong>Transa\u00e7\u00f5es correntes<\/strong><\/td><td width=\"7%\"><strong>-75.824<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>-77.032<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>-74.218<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>-74.839<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>-104.181<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>-59.434<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>-25.530<\/strong><\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">\u00a0 Balan\u00e7a comercial<\/td><td width=\"7%\">18.491<\/td><td width=\"10%\">27.625<\/td><td width=\"10%\">17.420<\/td><td width=\"10%\">\u00a0389<\/td><td width=\"10%\">-6.629<\/td><td width=\"10%\">17.670<\/td><td width=\"10%\">45.037<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Exporta\u00e7\u00f5es<\/td><td width=\"7%\">201.324<\/td><td width=\"10%\">255.506<\/td><td width=\"10%\">242.283<\/td><td width=\"10%\">241.577<\/td><td width=\"10%\">224.098<\/td><td width=\"10%\">190.092<\/td><td width=\"10%\">184.453<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Importa\u00e7\u00f5es<\/td><td width=\"7%\">182.833<\/td><td width=\"10%\">227.881<\/td><td width=\"10%\">224.864<\/td><td width=\"10%\">241.189<\/td><td width=\"10%\">230.727<\/td><td width=\"10%\">172.422<\/td><td width=\"10%\">139.416<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">\u00a0 Servi\u00e7os<\/td><td width=\"7%\">-30.156<\/td><td width=\"10%\">-37.166<\/td><td width=\"10%\">-40.168<\/td><td width=\"10%\">-46.372<\/td><td width=\"10%\">-48.107<\/td><td width=\"10%\">-36.918<\/td><td width=\"10%\">-30.447<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">\u00a0 Renda prim\u00e1ria<\/td><td width=\"7%\">-67.055<\/td><td width=\"10%\">-70.475<\/td><td width=\"10%\">-54.308<\/td><td width=\"10%\">-32.538<\/td><td width=\"10%\">-52.170<\/td><td width=\"10%\">-42.910<\/td><td width=\"10%\">-41.080<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">\u00a0 Renda secund\u00e1ria<\/td><td width=\"7%\">2.896<\/td><td width=\"10%\">2.984<\/td><td width=\"10%\">2.838<\/td><td width=\"10%\">3.683<\/td><td width=\"10%\">2.725<\/td><td width=\"10%\">2.724<\/td><td width=\"10%\">2.960<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Tabela 2: Principais componentes das Transa\u00e7\u00f5es Correntes (BPM5)<br \/>em milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 Dados [<a href=\"#Ref_6\">Ref. 6<\/a>]<\/p><table><tbody><tr><td>\u00a0<\/td><td>2010<\/td><td>2011<\/td><td>2012<\/td><td>2013<\/td><td>2014<\/td><\/tr><tr><td><strong>Transa\u00e7\u00f5es correntes (saldo)<\/strong><\/td><td><strong>-47.273<\/strong><\/td><td><strong>-52.473<\/strong><\/td><td><strong>-54.249<\/strong><\/td><td><strong>-81.227<\/strong><\/td><td><strong>-91.288<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>\u00a0 Balan\u00e7a comercial (saldo)<\/td><td>20.147<\/td><td>29.793<\/td><td>19.395<\/td><td>2.286<\/td><td>-3.959<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0\u00a0\u00a0 Exporta\u00e7\u00e3o de bens (fob)<\/td><td>201.915<\/td><td>256.040<\/td><td>242.578<\/td><td>242.034<\/td><td>225.101<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0\u00a0\u00a0 Importa\u00e7\u00e3o de bens (fob)<\/td><td>181.768<\/td><td>226.247<\/td><td>223.183<\/td><td>239.748<\/td><td>229.060<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0 Servi\u00e7os (l\u00edquido)<\/td><td>-30.835<\/td><td>-37.932<\/td><td>-41.042<\/td><td>-47.101<\/td><td>-48.928<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0 Rendas (l\u00edquido)<\/td><td>-39.486<\/td><td>-47.319<\/td><td>-35.448<\/td><td>-39.778<\/td><td>-40.323<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0 Transfer\u00eancias unilaterais<br \/>correntes (l\u00edquido)<\/td><td>2.902<\/td><td>2.984<\/td><td>2.846<\/td><td>3.366<\/td><td>1.922<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Pode-se ver na compara\u00e7\u00e3o das Tabelas 1 e 2 que, de modo geral, as exporta\u00e7\u00f5es ficam menores e as importa\u00e7\u00f5es maiores no novo crit\u00e9rio. As duas altera\u00e7\u00f5es t\u00eam efeito negativo na Balan\u00e7a Comercial. J\u00e1, o saldo de servi\u00e7os aumentou em cerca de 2% e a renda secund\u00e1ria foi praticamente igual nos primeiros anos e mais afetada em 2014. A maior diferen\u00e7a, entre as duas formas de apura\u00e7\u00e3o, vem da Renda Prim\u00e1ria, que ficou, com a nova metodologia, expressivamente mais negativa, dada \u00e0 maneira de se rotular os capitais. A Tabela 3 quantifica a diferen\u00e7a entre as duas metodologias e mostra, na \u00faltima coluna, os valores acumulados.<\/p><p>Tabela 3: Compara\u00e7\u00e3o de dados das Transa\u00e7\u00f5es Correntes<br \/>(BPM6 &#8211; BPM5) em milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 Dados<\/p><table width=\"470\"><tbody><tr><td width=\"134\">\u00a0<\/td><td width=\"53\">2010<\/td><td width=\"53\">2011<\/td><td width=\"53\">2012<\/td><td width=\"53\">2013<\/td><td width=\"53\">2014<\/td><td width=\"53\">2010\/14<\/td><\/tr><tr><td width=\"134\"><strong>Transa\u00e7\u00f5es Correntes<\/strong><\/td><td width=\"53\"><strong>-28.551<\/strong><\/td><td width=\"53\"><strong>-24.559<\/strong><\/td><td width=\"53\"><strong>-19.969<\/strong><\/td><td width=\"53\"><strong>6.388<\/strong><\/td><td width=\"53\"><strong>-12.893<\/strong><\/td><td width=\"53\"><strong>-79.584<\/strong><\/td><\/tr><tr><td width=\"134\">\u00a0 Balan\u00e7a comercial<\/td><td width=\"53\">-1.656<\/td><td width=\"53\">-2.168<\/td><td width=\"53\">-1.975<\/td><td width=\"53\">-1.897<\/td><td width=\"53\">-2.670<\/td><td width=\"53\">-10.366<\/td><\/tr><tr><td width=\"134\">\u00a0\u00a0 Exporta\u00e7\u00f5es de bens<\/td><td width=\"53\">-591<\/td><td width=\"53\">-534<\/td><td width=\"53\">-295<\/td><td width=\"53\">-457<\/td><td width=\"53\">-1.003<\/td><td width=\"53\">-2.880<\/td><\/tr><tr><td width=\"134\">\u00a0\u00a0 Importa\u00e7\u00f5es de bens<\/td><td width=\"53\">1.065<\/td><td width=\"53\">1.634<\/td><td width=\"53\">1.681<\/td><td width=\"53\">1.441<\/td><td width=\"53\">1.667<\/td><td width=\"53\">7.488<\/td><\/tr><tr><td width=\"134\">\u00a0 Servi\u00e7os<\/td><td width=\"53\">679<\/td><td width=\"53\">766<\/td><td width=\"53\">874<\/td><td width=\"53\">729<\/td><td width=\"53\">821<\/td><td width=\"53\">3.869<\/td><\/tr><tr><td width=\"134\">\u00a0 Rendas<\/td><td width=\"53\">-27.575<\/td><td width=\"53\">-23.156<\/td><td width=\"53\">-18.868<\/td><td width=\"53\">7.557<\/td><td width=\"53\">-11.044<\/td><td width=\"53\">-73.086<\/td><\/tr><tr><td width=\"134\">\u00a0\u00a0 Renda prim\u00e1ria<\/td><td width=\"53\">-27.569<\/td><td width=\"53\">-23.156<\/td><td width=\"53\">-18.860<\/td><td width=\"53\">7.240<\/td><td width=\"53\">-11.847<\/td><td width=\"53\">-74.192<\/td><\/tr><tr><td width=\"134\">\u00a0\u00a0 Renda secund\u00e1ria<\/td><td width=\"53\">-6<\/td><td width=\"53\">0<\/td><td width=\"53\">-8<\/td><td width=\"53\">317<\/td><td width=\"53\">803<\/td><td width=\"53\">1.106<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Na diferen\u00e7a observada nas Transa\u00e7\u00f5es Correntes em 2014<br \/>(-12,8 US$ bilh\u00f5es), a maior contribui\u00e7\u00e3o vem de itens que foram assinalados, nas planilhas do BCB, como \u201chiato financeiro\u201d e que est\u00e3o vinculados \u00e0 Renda Prim\u00e1ria detalhados na Tabela 4.<\/p><p>Tabela 4: Maiores Contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Varia\u00e7\u00e3o da Renda Prim\u00e1ria<\/p><p style=\"text-align: center;\">Em bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2014 \u2013 Dados <a href=\"#Ref_5\">[Ref. 5]<\/a><\/p><table><tbody><tr><td>Discrimina\u00e7\u00e3o<\/td><td>\u00a0<\/td><td>2014<\/td><\/tr><tr><td><strong>Hiato Financeiro<\/strong><\/td><td><strong>\u00a0<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;\u00a0 9,3<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>\u00a0\u00a0 Juros de t\u00edtulos de renda fixa negociados no pa\u00eds (despesas)<\/td><td>\u00a0<\/td><td>&#8211;\u00a0 7,6<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0\u00a0 Juros de remunera\u00e7\u00e3o de reservas (receitas)<\/td><td>\u00a0<\/td><td>3,0<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0\u00a0 Lucros reinvestidos (receitas)<\/td><td>\u00a0<\/td><td>6,0<\/td><\/tr><tr><td>\u00a0\u00a0 Lucros reinvestidos (despesas)<\/td><td>\u00a0<\/td><td>&#8211;\u00a0 10,7<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Dentre estes itens, destacam-se as modifica\u00e7\u00f5es em juros e dividendos, cuja altera\u00e7\u00e3o nos valores, decorre da mudan\u00e7a de crit\u00e9rios para considerar o que \u00e9 uma movimenta\u00e7\u00e3o de capital brasileiro e externo, principalmente juros de renda fixa negociados no pa\u00eds e lucros reinvestidos. Os valores de receita mencionados referem-se a transa\u00e7\u00f5es realizadas no Brasil em Reais cuja posse \u00e9 de n\u00e3o residentes.<\/p><p>A evolu\u00e7\u00e3o comparada dos valores das Transa\u00e7\u00f5es Correntes \u00e9 mostrada na Figura 1. Note-se que os valores de 2014 est\u00e3o pr\u00f3ximos nas duas metodologias. Os valores dos primeiros anos s\u00e3o, ao contr\u00e1rio, os que apresentam maiores discrep\u00e2ncias.<\/p><figure id=\"attachment_688\" aria-describedby=\"caption-attachment-688\" style=\"width: 616px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-1-eee96-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-688\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-1-eee96-1.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-1-eee96-1.jpg 616w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-1-eee96-1-300x158.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-688\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Transa\u00e7\u00f5es Correntes (compara\u00e7\u00e3o BPM5 e BPM6)<\/figcaption><\/figure><p>Desse modo, somando-se os valores da primeira linha da Tabela 3, pode-se ver que a mudan\u00e7a da Metodologia (BPM5 para BPM6) acrescentou, nos \u00faltimos cinco anos, cerca de 80 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no d\u00e9ficit das transa\u00e7\u00f5es correntes brasileiras.<\/p><h2><a name=\"_Toc496006720\"><\/a><a name=\"_Toc491082900\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mudan\u00e7a no Conceito de Com\u00e9rcio Exterior Introduzida no Balan\u00e7o de Pagamentos pela Metodologia FMI<\/h2><p>As defini\u00e7\u00f5es a respeito do Balan\u00e7o de Pagamentos v\u00eam mudando ao longo do tempo. O conceito adotado pelo Banco Central do Brasil pode, inclusive, divergir da legisla\u00e7\u00e3o vigente no Brasil j\u00e1 que obedece a uma normaliza\u00e7\u00e3o recomendada pelo FMI e que acaba funcionando como padr\u00e3o internacional.<\/p><p>Na defini\u00e7\u00e3o do \u201c<em>Business Dictionary<\/em>\u201d<a href=\"#Ref_7\"> [Ref 7]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.businessdictionary.com\/definition\/international-trade.html\">http:\/\/www.businessdictionary.com\/definition\/international-trade.html<\/a><\/p><p>o com\u00e9rcio internacional \u00e9 a troca de bens e servi\u00e7os atrav\u00e9s de fronteiras internacionais.<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\">\u201c<em>The exchange of <strong>goods or services along international borders<\/strong>. This type of trade allows for a greater competition and more competitive pricing in the market. The competition results in more affordable products for the consumer. The exchange of goods also affects the economy of the world as dictated by supply and demand, making goods and services obtainable which may not otherwise be available to consumers globally\u201d.<\/em><\/p><p>Esta defini\u00e7\u00e3o corresponde ao conceito consagrado de com\u00e9rcio internacional vigente.<\/p><p>No artigo, <em>The Meaning and Definition of Foreign Trade or International Trade<\/em> de Smriti Chand [<a href=\"#Ref_8\">Ref. 8<\/a>] aparecem tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es autorais:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>According to Wasserman and Haltman, \u201cInternational trade consists of transaction <strong>between residents of different countries<\/strong>\u201d.<\/em><\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>According to Anatol Marad, \u201cInternational trade is a trade between nations\u201d.<\/em><\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>According to Eugeworth, \u201cInternational trade means trade between nations\u201d.<\/em><\/p><p>O FMI adota, em sua normaliza\u00e7\u00e3o, o primeiro conceito. J\u00e1 o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior \u2013 MDIC adota, em suas estat\u00edsticas, o conceito territorial de com\u00e9rcio entre na\u00e7\u00f5es.<\/p><p>A Nota Metodol\u00f3gica \u2116 2 [<a href=\"#Ref_9\">Ref. 9<\/a>]\u2013 Transa\u00e7\u00f5es correntes do BCB de abril de 2015 aborda o tema com clareza e aponta (com sutileza) a diverg\u00eancia entre os conceitos do BP e os conceitos adotados pelo manual de Estat\u00edstica do Com\u00e9rcio Internacional de Mercadorias <em>(International Merchandise Trade Statistics &#8211; IMTS<\/em>) editado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) <a href=\"#Ref_1\">[Ref 1]<\/a>.<\/p><p>O BMP6 menciona que o IMTS \u00e9 o documento b\u00e1sico para as estat\u00edsticas do Balan\u00e7o de Pagamentos, <strong>mas s\u00e3o necess\u00e1rios ajustes para os crit\u00e9rios que divergem das instru\u00e7\u00f5es sobre o Balan\u00e7o de Pagamentos <\/strong>(grifo nosso).<\/p><p>No original: <em>Adjustments to source data may be needed to account for coverage, timing, valuation, and classification that do not meet balance of payments guidelines.<\/em><\/p><p>A NM 2 do BC <a href=\"#Ref_9\">[Ref. 9<\/a>] diz textualmente (inclusive grifos):<\/p><p>\u201cEnquanto o par\u00e1grafo 14 do IMTS preconiza a cobertura dos bens &#8220;que adicionam ou subtraem do estoque de recursos materiais de um pa\u00eds, entrando (importa\u00e7\u00f5es) ou saindo (exporta\u00e7\u00f5es) de seu territ\u00f3rio econ\u00f4mico&#8221;, o BPM6, no par\u00e1grafo 10.13, \u201cdefine exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o a <strong>partir da mudan\u00e7a de propriedade econ\u00f4mica, entre residente e n\u00e3o residente:<\/strong><\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>\u201c10.13 General merchandise on a balance of payments basis covers <strong>goods whose economic ownership is changed between a resident and a nonresident<\/strong> (\u2026)\u201d <\/em>(grifado).<\/p><p>Embora a defini\u00e7\u00e3o do BPM6 n\u00e3o constitua inova\u00e7\u00e3o significativa em rela\u00e7\u00e3o ao BPM5, destaque-se o maior rigor com que o novo manual recomenda a aplica\u00e7\u00e3o do conceito de BP para o com\u00e9rcio externo de bens\u201d.<\/p><p>Como resultado dessas instru\u00e7\u00f5es, o BCB deixou de considerar como dado exclusivo do Com\u00e9rcio Exterior as estat\u00edsticas do MDIC. A aceita\u00e7\u00e3o de que o Com\u00e9rcio Internacional n\u00e3o leve mais em considera\u00e7\u00e3o as transfer\u00eancias entre fronteiras, mas entre residentes tem importantes implica\u00e7\u00f5es sobre o crit\u00e9rio de vulnerabilidade externa dos pa\u00edses. Tem tamb\u00e9m implica\u00e7\u00f5es legais e sobre a taxa\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio que ultrapassam em muito a mera contabilidade externa. Existem, inclusive, implica\u00e7\u00f5es sobre o pr\u00f3prio com\u00e9rcio de energia.<\/p><p>Entre as mudan\u00e7as introduzidas no BMP6, a NM 2 do BCB destaca as seguintes modifica\u00e7\u00f5es que foram incorporadas no BP brasileiro e que afetam diretamente as Transa\u00e7\u00f5es Correntes:<\/p><ul><li><ul><li>Importa\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica sem cobertura cambial,<\/li><li>Exporta\u00e7\u00f5es fictas,<\/li><li>Importa\u00e7\u00f5es fictas,<\/li><li>Bens em triangula\u00e7\u00e3o (<em>merchanting<\/em>).<\/li><\/ul><\/li><\/ul><p>Exporta\u00e7\u00f5es e Importa\u00e7\u00f5es fictas s\u00e3o exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es fora das fronteiras dos pa\u00edses. \u00c9 o caso, por exemplo, do abastecimento de aeronaves brasileiras fora do Pa\u00eds, computado como importa\u00e7\u00e3o ficta. No caso de equipamentos trazidos para o Pa\u00eds que n\u00e3o mudam de propriet\u00e1rio, estes n\u00e3o s\u00e3o mais considerados importa\u00e7\u00f5es; igualmente (como j\u00e1 previsto no REPETRO) o fornecimento de equipamentos nacionais (de residentes) para a uma companhia brasileira (principalmente Petrobras) para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em \u00e1guas nacionais \u00e9 considerado como exporta\u00e7\u00e3o, livrando-os da taxa\u00e7\u00e3o local. Esta \u00e9 uma maneira de compensar as empresas nacionais produtoras de equipamento e as empresas nacionais dessa distor\u00e7\u00e3o que favoreceria \u00e0s companhias estrangeiras.<\/p><p>Vale a pena se deter, no caso de um dos temas principais desta revista (energia), sobre o novo conceito aplicado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica por um n\u00e3o residente no Pa\u00eds. A energia el\u00e9trica produzida por um <strong>n\u00e3o residente,<\/strong> com esse conceito passa a ser considerada uma importa\u00e7\u00e3o. Lembrar, no entanto, que as empresas internacionais estabelecidas como empresas no pa\u00eds s\u00e3o consideradas residentes.<\/p><p>Entre as hip\u00f3teses consideradas para a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no Brasil, est\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras na constru\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. Se essas empresas adotarem sua personalidade jur\u00eddica internacional, a energia el\u00e9trica consumida no Brasil seria considerada energia importada. Mesmo as transa\u00e7\u00f5es inteiramente feitas em moeda local, passam a ser consideradas importa\u00e7\u00f5es. \u00c9 interessante notar, como se pode observar na transcri\u00e7\u00e3o abaixo, que g\u00e1s e \u00e1gua est\u00e3o inclu\u00eddos no mesmo conceito.<\/p><p>A reda\u00e7\u00e3o do item espec\u00edfico sobre energia el\u00e9trica \u00e9 mostrada a seguir:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>\u201cImporta\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica sem cobertura cambial<\/strong>: as importa\u00e7\u00f5es do BP contemplar\u00e3o todas as aquisi\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica junto a n\u00e3o residentes, incluindo os casos em que n\u00e3o h\u00e1 cobertura cambial ou efetiva entrega de recursos financeiros, parcial ou integralmente. O BPM6 explicitamente define energia el\u00e9trica como bem, recomendando sua inclus\u00e3o nas contas de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, conforme o par\u00e1grafo 10.7*, item b:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>\u201c10.17 Because there is a change of ownership of goods between a resident and a nonresident, the following cases are included in the balance of payments definition of general merchandise:<\/em><\/p><ul><li style=\"list-style-type: none;\"><ul><li><em>(a) (\u2026)<\/em><\/li><li><em>(b)<\/em><strong><em> Electricity<\/em><\/strong><em>, <strong>gas, and water<\/strong>. However, charges invoiced separately for the transmission, transport, or distribution of these products are included in services under transport and other business services \u2014 see paragraphs 10.74 and<br \/><\/em><em style=\"font-size: 1rem;\">10.159. (&#8230;)\u201d<br \/><\/em>(*) Da Nota Metodol\u00f3gica \u2116 2 do BC[<a style=\"font-size: 1rem;\" href=\"#Ref_9\">Ref. 9<\/a><span style=\"font-size: 1rem;\">].<\/span><\/li><\/ul><\/li><\/ul><p>Parece evidente tamb\u00e9m que o petr\u00f3leo produzido por empresas internacionais em territ\u00f3rio nacional, se consumidos no Brasil, ser\u00e1 contabilizado como petr\u00f3leo importado. Igualmente, o remetido para o pa\u00eds de origem da empresa n\u00e3o \u00e9 considerado como exporta\u00e7\u00e3o e se remetido para um terceiro pa\u00eds passa a ser considerado como exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds propriet\u00e1rio da empresa. Ou seja,<strong> energia hidr\u00e1ulica, g\u00e1s, petr\u00f3leo e a pr\u00f3pria \u00e1gua \u201cproduzida\u201d no Brasil por n\u00e3o residentes s\u00e3o consideradas estrangeiras para fins de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p><h2><a name=\"_Toc496006721\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos &#8211; PII<\/h2><p>O FMI introduziu na apura\u00e7\u00e3o do Balan\u00e7o de Pagamentos (BP) que \u00e9 uma medida de fluxo do Pa\u00eds com o Exterior, o conceito de Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos (PII) que \u00e9 uma medida de estoque dos valores transacionados.<\/p><p>Apurar o estoque de investimentos, ainda produtivo, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil porque os bens de capital deterioram seu valor ao longo do tempo. Em v\u00e1rios artigos deste peri\u00f3dico em que foi abordado o tema produtividade do capital, a maior dificuldade foi determinar o estoque de capital. Hoje, o IPEA (ipeadata.gov.br) publica o valor estimado, considerada a deprecia\u00e7\u00e3o, que corresponde ao estoque da Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo &#8211; FBCF estimado anualmente pelas Contas Nacionais (fluxo).<\/p><p>A partir de 1993, o FMI acrescentou no t\u00edtulo do seu \u201cManual de Balan\u00e7o de Pagamentos\u201d (que apura fluxos) \u201ce da Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos\u201d (que apura os estoques). Os valores publicados s\u00e3o expressos em moeda americana e isso implica passar por uma taxa de c\u00e2mbio e, para alguns deles, tamb\u00e9m por cota\u00e7\u00e3o de mercado, como \u00e9 o caso das a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsa. Isto d\u00e1 volatilidade aos valores publicados ao logo do tempo. A parte do c\u00e2mbio pode ser contornada expressando os valores em fun\u00e7\u00e3o do PIB.<\/p><p>O Passivo na Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos estima, de uma forma mais realista, a depend\u00eancia externa de capital j\u00e1 que inclui toda a D\u00edvida Externa Bruta e o valor dos bens possu\u00eddos por n\u00e3o residentes. Em contrapartida, tamb\u00e9m \u00e9 estimado o Ativo que inclui os valores possu\u00eddos no exterior pelo Governo e por residentes no Pa\u00eds. Como ilustram bem in\u00fameros artigos sobre os esc\u00e2ndalos nacionais, esta n\u00e3o \u00e9 uma apura\u00e7\u00e3o f\u00e1cil, j\u00e1 que ao menos uma parte dos bens no exterior de residentes brasileiros n\u00e3o \u00e9 declarada. O Governo vem promovendo censos tanto de bens brasileiros no exterior como de estrangeiros no Brasil. A concess\u00e3o de anistia para registro de ativos no exterior e o estabelecimento de puni\u00e7\u00f5es para valores n\u00e3o declarados fazem parte da estrat\u00e9gia de melhor estimar os valores e refor\u00e7ar a arrecada\u00e7\u00e3o. Como exemplo de anistia pode-se mencionar o <a href=\"http:\/\/idg.receita.fazenda.gov.br\/sobre\/consultas-publicas-e-editoriais\/consulta-publica\/2016-encerradas\/regime-especial-de-regularizacao-cambial-e-tributaria-rerct\">RERCT<\/a> (Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria) onde recursos no exterior puderam ser regularizados pelo pagamento de 30% de seu valor em impostos (mediante declara\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se tratava de recursos il\u00edcitos).<\/p><p>Mesmo sujeito \u00e0s imprecis\u00f5es, a medida apurada pela metodologia do FMI \u00e9 muito \u00fatil e certamente os pa\u00edses, assim como eram cobrados pelo excessivo valor de sua D\u00edvida Externa ser\u00e3o cobrados por seu Passivo. Mesmo porque, n\u00e3o existe barreira pr\u00e1tica no que \u00e9 considerado Passivo da PII e D\u00edvida Externa, como \u00e9 mostrado a seguir.<\/p><p>A avalia\u00e7\u00e3o da Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos \u00e9 publicada trimestralmente pelo BCB e sua evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrada na Figura 2. O valor do Passivo chegou a um e meio trilh\u00e3o de d\u00f3lares e estacionou e isso parece ser um limite pr\u00e1tico de comprometimento.<\/p><p>Pode-se observar na Figura 2 oscila\u00e7\u00f5es importantes no Passivo que prov\u00eam principalmente das varia\u00e7\u00f5es do c\u00e2mbio, mas que tamb\u00e9m inclui as da bolsa de valores. J\u00e1 os valores do Ativo, expressos em d\u00f3lares, n\u00e3o apresentam esse tipo de varia\u00e7\u00e3o. Uma aproxima\u00e7\u00e3o conveniente \u00e9 expressar os valores em fun\u00e7\u00e3o do PIB como \u00e9 mostrado na Figura 3. O Passivo Nacional j\u00e1 se aproxima de 80% do PIB o que expressa uma perigosa rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia que pode ainda ser agravada com a venda de ativos para n\u00e3o residentes. Um ponto importante a considerar \u00e9 que o Ativo da PII s\u00f3 parcialmente representa uma compensa\u00e7\u00e3o ao Passivo, uma vez que nem todos os itens do Ativo s\u00e3o garantias alcan\u00e7\u00e1veis pelo credor externo como o s\u00e3o as Reservas.<\/p><p>No Anexo 1, chama-se a aten\u00e7\u00e3o para as mudan\u00e7as introduzidas na apura\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Externa. A Tabela 5 mostra os valores que foram incorporados com a mudan\u00e7a de conceitos aplicados \u00e0 D\u00edvida Externa. Os valores inclu\u00eddos chegam a mais que dobrar o valor da d\u00edvida que chegou a 675 US$ bilhoes em mar\u00e7o de 2017(valores preliminares). S\u00f3 na \u00faltima revis\u00e3o, 127 US$ bilh\u00f5es foram acrescentados \u00e0 d\u00edvida. As Reservas em mar\u00e7o de 2017 de 370 US$ bilh\u00f5es de d\u00f3lares n\u00e3o cobrem mais a d\u00edvida externa bruta no conceito FMI.<\/p><figure id=\"attachment_692\" aria-describedby=\"caption-attachment-692\" style=\"width: 753px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-2-eee96.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-692\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-2-eee96.jpg\" alt=\"\" width=\"753\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-2-eee96.jpg 753w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-2-eee96-300x229.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-692\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos, evolu\u00e7\u00e3o trimestral.<\/figcaption><\/figure><figure id=\"attachment_693\" aria-describedby=\"caption-attachment-693\" style=\"width: 753px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-3-eee96.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-693\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-3-eee96.jpg\" alt=\"\" width=\"753\" height=\"485\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-3-eee96.jpg 753w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-3-eee96-300x193.jpg 300w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Fig-3-eee96-600x386.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-693\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: Valores anuais da Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos relativa ao PIB.<\/figcaption><\/figure><p>Tabela 5: D\u00edvida Externa Bruta e seus Acr\u00e9scimos<br \/>em milh\u00f5es de d\u00f3lares<\/p><table width=\"100%\"><tbody><tr><td width=\"69%\">\u00a0<\/td><td width=\"15%\">mar\/17<\/td><td width=\"14%\">% Valor Original<\/td><\/tr><tr><td width=\"69%\">D\u00edvida externa bruta (A)<\/td><td width=\"15%\">\u00a0314 216<\/td><td width=\"14%\">100<\/td><\/tr><tr><td width=\"69%\">Opera\u00e7\u00f5es intercompanhia (B)<\/td><td width=\"15%\">\u00a0233 258<\/td><td width=\"14%\">74<\/td><\/tr><tr><td width=\"69%\">D\u00edvida externa bruta, inclusive B: C=(A+B)<\/td><td width=\"15%\">\u00a0547 474<\/td><td width=\"14%\">174<\/td><\/tr><tr><td width=\"69%\">T\u00edtulos de Renda Fixa detidos por n\u00e3o residentes (D)<\/td><td width=\"15%\">\u00a0127 147<\/td><td width=\"14%\">40<\/td><\/tr><tr><td width=\"69%\">D\u00edvida externa bruta, inclusive B e C: (E=C+D)_<\/td><td width=\"15%\">\u00a0674 621<\/td><td width=\"14%\">215<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><h2><a name=\"_Toc496006722\"><\/a><a name=\"_Toc491082901\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Conclus\u00e3o<\/h2><p>Considera-se o tema aqui abordado deveria merecer maior aten\u00e7\u00e3o e debate, j\u00e1 que vivemos uma fase de transi\u00e7\u00e3o onde os destinos da nacionalidade est\u00e3o sendo definidos. O Brasil tem se empenhado at\u00e9 agora na preserva\u00e7\u00e3o de sua unidade territorial e mar\u00edtima principalmente as relacionadas com as regi\u00f5es identificadas como mais amea\u00e7adas quais sejam a Amaz\u00f4nia Legal e o Mar Brasileiro, tamb\u00e9m chamado de \u201cAmaz\u00f4nia Azul\u201d. O conceito de que a p\u00e1tria do produto \u00e9 a p\u00e1tria do capital, definido por sua resid\u00eancia, introduz um \u201cCavalo de Troia\u201d na economia nacional cujas consequ\u00eancias parecem estar passando despercebidas.<\/p><p>A contabilidade que adotamos, baseada em instru\u00e7\u00f5es normativas do FMI, reflete uma no\u00e7\u00e3o que corrobora uma vis\u00e3o, antes classificada como uma deforma\u00e7\u00e3o nacionalista, que considera estrangeiro o produto no Pa\u00eds gerido pelo capital externo. A extens\u00e3o da lista dos produtos atingidos e a forma de contabiliz\u00e1-los \u00e9 feita gradativamente a partir de instru\u00e7\u00f5es normativas do FMI. Por exemplo, s\u00f3 na \u00faltima revis\u00e3o, g\u00e1s, \u00e1gua e eletricidade foram explicitamente inclu\u00eddos. As instru\u00e7\u00f5es do FMI esclarecem que mesmo que as transa\u00e7\u00f5es sejam realizadas em moeda nacional a transfer\u00eancia de eletricidade aqui produzida para o consumidor brasileiro deve ser considerada como importa\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Assim como a fronteira geogr\u00e1fica, a fronteira da moeda j\u00e1 havia sido rompida para capitais e agora atinge mercadorias.<\/p><p>Por enquanto, o Balan\u00e7o de Pagamentos do Brasil considera como produto nacional o de empresa com capital estrangeiro estabelecida no Pa\u00eds. Esta aloca\u00e7\u00e3o \u00e9, a rigor, incoerente com o princ\u00edpio adotado no BPM6 e corre o risco de ser modificada por instru\u00e7\u00e3o do Fundo.<\/p><p>O conceito mais abrangente j\u00e1 foi plenamente aplicado ao capital investido e isso causou uma diferen\u00e7a de 70 US$ bilh\u00f5es no d\u00e9ficit acumulado em cinco anos das transa\u00e7\u00f5es correntes conforme avalia\u00e7\u00e3o do BCB. Como pode ser visto no Anexo 1, reinvestimentos de capital estrangeiro, provenientes, portanto, de recursos produzidos no territ\u00f3rio nacional, s\u00e3o considerados recursos externos. Por isso j\u00e1 tinham passado a integrar a d\u00edvida externa os empr\u00e9stimos entre companhias.<\/p><p>Nessa Sexta Edi\u00e7\u00e3o normativa do FMI que adotamos no Brasil, foram inclu\u00eddos na D\u00edvida Externa os \u201ct\u00edtulos de renda fixa negociados no mercado dom\u00e9stico em m\u00e3o de n\u00e3o residentes, denominados e liquidados em reais\u201d. Ou seja, <strong>t\u00edtulos nacionais comprados por n\u00e3o brasileiros, antes louvados como investimento externo de risco passaram a fazer parte da D\u00edvida Externa<\/strong>. O impacto total desta medida ainda n\u00e3o est\u00e1 inteiramente avaliado porque outros t\u00edtulos ainda n\u00e3o t\u00eam uma forma de cota\u00e7\u00e3o estabelecida e apenas dever\u00e3o ter seus valores em Reais informados.<\/p><p>N\u00e3o obstante os riscos e inconvenientes aqui apontados na nova contabilidade aplicada ao Balan\u00e7o de Pagamentos, \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer nela o m\u00e9rito de explicitar a rela\u00e7\u00e3o de poder entre pa\u00edses sobre produtos e capitais, antes considerados nacionais. H\u00e1 um progresso louv\u00e1vel na apura\u00e7\u00e3o do estoque de ativos e passivos. No entanto, deslocar valores do Passivo (antes considerados como investimentos) para a D\u00edvida Externa significa inclu\u00ed-los na responsabilidade do Governo. Este n\u00e3o exerce controle efetivo, por exemplo, sobre reinvestimentos e compra de t\u00edtulos nacionais por n\u00e3o residentes. <strong>Uma nova e flex\u00edvel fronteira<\/strong> foi estabelecida para os pa\u00edses, <strong>baseada na propriedade do capital,<\/strong> <strong>que substitui, na contabilidade nacional, as fronteiras f\u00edsicas e monet\u00e1rias.<\/strong> A Pol\u00edtica Nacional ter\u00e1 que assimilar as consequ\u00eancias disso.<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> O programa <strong><em>projetar_e<\/em><\/strong>, usado pela ECEN Consultoria, trabalhava com um conceito parecido que apurava o Passivo Externo L\u00edquido pelo d\u00e9ficit acumulado das transa\u00e7\u00f5es correntes. Passou a usar a PII que representa um progresso na contabilidade nacional e internacional j\u00e1 que ele avalia as obriga\u00e7\u00f5es assumidas pelo pa\u00eds e que servem para avaliar sua vulnerabilidade, j\u00e1 que empr\u00e9stimos e investimentos implicam em um passivo que exige retornos aos investidores externos, seja no pagamento da amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida e juros, seja pela remessa de lucro e dividendos.<\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Posteriormente, foram publicados os dados revistos de 1995 a 2016 que n\u00e3o modificaram substancialmente os dados aqui utilizados, o per\u00edodo completo est\u00e1 dispon\u00edvel em [<a href=\"#Ref_5\">Ref 5<\/a>] , consultado em 07\/08\/17.<\/p><p><a href=\"#IndRef_1\">\u00a0[Ref 1]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.slideshare.net\/undesa\/international-merchandise-trade-statistics\">International Merchandise Trade Statistics: Concepts and Definitions 2010 (IMTS 2010)<\/a><\/p><p><a href=\"#IndRef_2\">[Ref.2<\/a>] <a href=\"https:\/\/unstats.un.org\/unsd\/nationalaccount\/sna2008.asp\">System of National Accounts 2008 &#8211; 2008 SNA<\/a><\/p><p><a href=\"#IndRef_3\">[Ref. 3<\/a>] <a href=\"https:\/\/www.imf.org\/external\/pubs\/ft\/bop\/2007\/pdf\/bpm6.pdf\">Balance of Payments and International Investment Position. Manual Sixth Edition (BPM6)<\/a> FMI 2009<\/p><p>[<a href=\"#IndRef_4\">Ref. 4<\/a>] <a href=\"http:\/\/www.bcb.gov.br\/pec\/appron\/apres\/Tulio_Maciel_Novo_BPM6_22_04_2015.pdf\">Apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 primeira publica\u00e7\u00e3o de dados sob o BPM6 \u2013 22 de abril de 2015<\/a><\/p><p>[<a href=\"#IndRef_5\">Ref. 5<\/a>] <a href=\"http:\/\/www.bcb.gov.br\/htms\/infecon\/Seriehist_bpm6.asp\">S\u00e9ries hist\u00f3ricas \u2013 BPM6<\/a><\/p><p>[<a href=\"#IndRef_6\">Ref. 6<\/a>] <a href=\"http:\/\/www.bcb.gov.br\/htms\/infecon\/Seriehist_bpm5.asp\">S\u00e9rie hist\u00f3rica do Balan\u00e7o de Pagamentos &#8211; 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Manual de Balan\u00e7o de Pagamentos e Posi\u00e7\u00e3o de Investimento Internacional (BPM5)<\/a><\/p><p><a href=\"#IndRef_7\">[Ref. 7<\/a>] Business Dictionary<\/p><p>[<a href=\"#IndRef_8\">Ref. 8<\/a>] <a href=\"http:\/\/www.yourarticlelibrary.com\/foreign-trade\/the-meaning-and-definition-of-foreign-trade-or-international-trade-explained\/5972\/\">The Meaning and Definition of Foreign Trade or International Trade Smriti Chand<\/a><\/p><p><a href=\"#IndRef_9\">[Ref. 9]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.bcb.gov.br\/ftp\/infecon\/nm2bpm6p.pdf\">Nota Metodol\u00f3gica n\u00ba 2 \u2013 Transa\u00e7\u00f5es correntes \u2013 Ado\u00e7\u00e3o da 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Manual de Balan\u00e7o de Pagamentos e Posi\u00e7\u00e3o de Investimento Internacional (BPM6) &#8211; Atualizada em 23.4.2015<\/a><\/p><p>[<a href=\"#IndRef_10\">Ref 10]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.bcb.gov.br\/ftp\/infecon\/faqbpm6p.pdf\">Perguntas frequentes (FAQs) sobre a convers\u00e3o de BPM5 para BPM6<\/a><\/p><p><a href=\"#IndRef_11\">[Ref 11<\/a>] <a href=\"http:\/\/www.bcb.gov.br\/ftp\/infecon\/nm3bpm6p.pdf\">Nota Metodol\u00f3gica n\u00ba 3 \u2013 Investimentos diretos e renda prim\u00e1ria (lucros) \u2013 Ado\u00e7\u00e3o da 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Manual de Balan\u00e7o de Pagamentos e Posi\u00e7\u00e3o de Investimento Internacional (BPM6) &#8211; Atualizada em 23.4.2015<\/a><\/p><p>[<a href=\"#IndRef_12\">Ref 12<\/a>] <a href=\"http:\/\/www.bcb.gov.br\/pec\/appron\/apres\/The%20Brazilian%20Experience%20on%20Estimating%20Reinvested%20Earnings.pptx\">Apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 Grupo de Trabalho em Estat\u00edsticas de Investimentos Internacionais da OECD &#8211; The Brazilian Experience on Estimating Reinvested Earnings<\/a><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia e Energia &#8211; E&amp;E N\u00ba 96, julho a setembro &nbsp;2017 ISSN 1518-2932 Artigo: MUDAN\u00c7AS NO BALAN\u00c7O DE PAGAMENTOS Carlos Feu Alvim, Andreza Starling e Olga Mafra &nbsp;Resumo O Brasil adota no seu Balan\u00e7o de Pagamentos a metodologia estabelecida pelo FMI, definida atrav\u00e9s de manuais por ele publicados. Analisam-se as mudan\u00e7as introduzidas pela sexta revis\u00e3o &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/?page_id=661\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Mudan\u00e7as no Balan\u00e7o de Pagamentos&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":641,"menu_order":1,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/661"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=661"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/661\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4439,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/661\/revisions\/4439"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}