{"id":458,"date":"2017-06-26T23:10:04","date_gmt":"2017-06-27T02:10:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=458"},"modified":"2021-02-09T14:37:21","modified_gmt":"2021-02-09T17:37:21","slug":"desflorestamento-da-amazonia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ecen.com.br\/?page_id=458","title":{"rendered":"Desflorestamento da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"458\" class=\"elementor elementor-458\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-27e3bcdb elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"27e3bcdb\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4747f3d4\" data-id=\"4747f3d4\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6d69c378 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6d69c378\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><strong><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4 alignnone\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"27\" data-wp-pid=\"4\" \/><br \/>Economia e Energia N\u00ba 95, Abril a Junho de 2017 &#8211; Ano XXI<br \/><\/span><\/strong><span style=\"color: #000000;\">ISSN 1518-2932<\/span><\/p><h1 style=\"text-align: left;\"><strong>ACOMPANHAMENTO DA EVOLU\u00c7\u00c3O DO DESFLORESTAMENTO DA AMAZ\u00d4NIA USANDO MODELAGEM MATEM\u00c1TICA SIMPLES<\/strong><\/h1><p><em>Jos\u00e9 Israel Vargas, Rafael Grandsire e Carlos Feu Alvim<\/em><\/p><h3><a name=\"_Toc486796898\"><\/a><span style=\"color: #33cccc;\"><strong>Resumo<\/strong><\/span><\/h3><p>Repete-se aqui a an\u00e1lise realizada em 2012 dos dados de desflorestamento \u00a0na Amaz\u00f4nia usando uma modelagem log\u00edstica de Volterra e aplicada extensamente por Cesare Marchetti e Jos\u00e9 Israel Vargas. A queda no ritmo do desflorestamento p\u00f3s Copenhagen superou as expectativas da an\u00e1lise anterior. Nos \u00faltimos anos, entretanto, houve uma retomada do desflorestamento levantando uma inquietude sobre o comportamento futuro.<\/p><h3><a name=\"_Toc486796899\"><\/a><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Palavras Chave:<\/span><\/strong><\/h3><p>Amaz\u00f4nia, desmatamento, desflorestamento, modelagem log\u00edstica, an\u00e1lise quantitativa.<\/p><h1><a name=\"_Toc486201464\"><\/a><strong>1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h1><p>O desflorestamento de modo geral, mas em particular o da Amaz\u00f4nia, segue sendo o foco principal das preocupa\u00e7\u00f5es ambientais, no Brasil. Sua evolu\u00e7\u00e3o foi abordada no N\u00b0 86<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> dessa revista com aux\u00edlio de uma modelagem matem\u00e1tica simples como um fen\u00f4meno que estaria em fase de satura\u00e7\u00e3o, assumindo a forma de uma curva em S e, tendendo a um valor um pouco inferior ao previsto inicialmente quando n\u00e3o havia compromisso expl\u00edcito brasileiro com a contribui\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds em conter o efeito estufa.<\/p><p>O Brasil se comprometeu na iNDC (<em>Intended Nationally Determined Contribution<\/em>), cujo t\u00edtulo completo em portugu\u00eas \u00e9 \u201cPretendida Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada para Consecu\u00e7\u00e3o do Objetivo da Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as do Clima\u201d <a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a> a:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\">\u201c- fortalecer pol\u00edticas e medidas com vistas a <strong>alcan\u00e7ar, na Amaz\u00f4nia brasileira, o desmatamento ilegal zero at\u00e9 2030<\/strong> e <strong>a compensa\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito de estufa provenientes da supress\u00e3o legal da vegeta\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030<\/strong>\u201d;<\/p><p>Este comportamento deve ser monitorado para prevenir eventuais press\u00f5es que deslocariam o equil\u00edbrio alcan\u00e7ado e poderiam desencadear um novo ciclo de desmatamento semelhante ao ocorrido nas \u00faltimas d\u00e9cadas que teve seu auge em torno da virada do s\u00e9culo. Esta aten\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria j\u00e1 que, os resultados para os dois \u00faltimos anos (2015 e 2016) mostram aumentos de \u00e1reas desflorestadas nesses anos na Amaz\u00f4nia Brasileira. Recentemente, foram propostas medidas de afrouxamento das restri\u00e7\u00f5es ao desmatamento, como a da MP, aprovada pelo Senado em 25 de maio de 2017 e vetada pelo Presidente Temer, que alterava os limites da Floresta Nacional do Jamanxim. Isso pode sinalizar uma tend\u00eancia de negligenciar restri\u00e7\u00f5es ao desmatamento e comprometer as metas volunt\u00e1rias apresentadas pelo Brasil em Paris, dando in\u00edcio a um novo ciclo de desflorestamento na Amaz\u00f4nia. Essa regi\u00e3o tem importante papel, tanto no que diz respeito \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a n\u00edvel global, quanto na presumida extin\u00e7\u00e3o da imensa biodiversidade regional que, estima-se, seja a mais rica do planeta.<\/p><h1><a name=\"_Toc486201465\"><\/a><strong>2\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Incorpora\u00e7\u00e3o dos dados 2008 a 2015<\/strong><\/h1><p>Os dados do trabalho anterior alcan\u00e7avam o ano de 2007 e nesta revis\u00e3o, foi poss\u00edvel incorporar dados de desflorestamento at\u00e9 2016 (valor preliminar para o \u00faltimo ano). Os dados sobre o desmatamento da Amaz\u00f4nia Legal, levantados pelo INPE e pela EMBRAPA<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>, s\u00e3o mostrados na Figura \u2116 1 e mostram uma sens\u00edvel redu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos sete anos. O dado para 1988 representa a m\u00e9dia avaliada de 1977 a 1988 e o \u00faltimo ano mostrado (2016) \u00e9 uma avalia\u00e7\u00e3o preliminar.<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura1mod.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-460 aligncenter\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura1mod.jpg\" alt=\"\" width=\"685\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura1mod.jpg 685w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura1mod-300x251.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 685px) 100vw, 685px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 1: Evolu\u00e7\u00e3o do desflorestamento anual da Amaz\u00f4nia Legal<\/p><p>Existe, na comunidade cient\u00edfica nacional e internacional, uma aten\u00e7\u00e3o especial com a evolu\u00e7\u00e3o do desflorestamento na regi\u00e3o amaz\u00f4nica que, segundo avalia\u00e7\u00f5es feitas pelo governo, chegou a ser a principal respons\u00e1vel pela contribui\u00e7\u00e3o brasileira aos gases de efeito estufa. Al\u00e9m de sua contribui\u00e7\u00e3o no aquecimento global, estima-se que a destrui\u00e7\u00e3o da floresta tenha influ\u00eancia marcante no clima do continente como um todo e, particularmente, no regime pluvial de nosso pa\u00eds.<\/p><p>O tratamento destes efeitos vinha sendo predominantemente qualitativo, at\u00e9 1989, quando se iniciou a fotointerpreta\u00e7\u00e3o de imagens obtidas pelo sat\u00e9lite <em>Landsat <\/em>5, pelo INPE &#8211; Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Esse trabalho contribuiu para a elabora\u00e7\u00e3o da Comunica\u00e7\u00e3o Nacional para a Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima da Comunica\u00e7\u00e3o do Brasil, em 1994<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>. Segundo este relat\u00f3rio, a contribui\u00e7\u00e3o do desmatamento, ocorrido at\u00e9 ent\u00e3o (470 mil km<sup>2<\/sup>), responderia por cerca de 50% das emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa pelo Brasil.<\/p><p>P. Aguiar et al.<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup>[v]<\/sup><\/a>., em trabalho conjunto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais &#8211; INPE e do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi \u2013 MPEG, estimaram as emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub> por desmatamento na Amaz\u00f4nia Brasileira utilizando um modelo matem\u00e1tico que combina mapas anuais de novas \u00e1reas desmatadas com informa\u00e7\u00f5es espacialmente expl\u00edcitas sobre a distribui\u00e7\u00e3o da quantidade de biomassa nos diferentes tipos de vegeta\u00e7\u00e3o do Bioma Amaz\u00f4nia. O modelo leva tamb\u00e9m em conta as diferen\u00e7as inter-regionais em termos de biomassa, com a localiza\u00e7\u00e3o dos desmatamentos, e considera suas diferentes etapas, a saber: o corte, a queima no solo, a decomposi\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes e as queimadas nos anos sucessivos, subtraindo-se o que foi acumulado com o crescimento e corte da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p><p>Segundo os dados anuais do Governo Federal, dispon\u00edveis anualmente a partir de 1988, e considerando-se a estimativa do total acumulado at\u00e9 1994, acima mencionada, o total desmatado da regi\u00e3o amaz\u00f4nica at\u00e9 2015 seria de 777 mil km<sup>2<\/sup>, correspondentes a 18,9% da \u00e1rea total da Amaz\u00f4nia (estimada em 4,109 milh\u00f5es de km<sup>2<\/sup>) <a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a><\/p><p>Usando dados at\u00e9 2015, a estimativa da \u00e1rea desflorestada ao final do processo \u00e9 de cerca de 0,88 milh\u00f5es de km<sup>2<\/sup>. Este valor resulta do melhor ajuste com os \u00faltimos dados dispon\u00edveis a partir da metodologia mostrada em edi\u00e7\u00e3o anterior que usou dados at\u00e9 2007 (E&amp;E \u2116 86). A estimativa deste trabalho, mostrada a seguir, \u00e9 inferior \u00e0 apresentada naquela edi\u00e7\u00e3o que era de 1,11 milh\u00e3o de km<sup>2<\/sup>. Nesta reavalia\u00e7\u00e3o, foram tamb\u00e9m corrigidos dados do desmatamento acumulado.<\/p><p>Se os dados sobre o desflorestamento mostram uma evolu\u00e7\u00e3o positiva, a a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria sobre a biodiversidade ainda permanece largamente ignorada. Isto se deve n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 enorme variedade e complexidade desse bioma, mas tamb\u00e9m aos ainda limitados esfor\u00e7os cient\u00edficos realizados para elucid\u00e1-la.<\/p><h1><a name=\"_Toc486201466\"><\/a><strong>3\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/h1><p>Parece conveniente recordar que a metodologia descrita no trabalho anterior deriva do tratamento matem\u00e1tico dado \u00e0 Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o e logo, \u00e0 competi\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies vivas, por Vito Volterra, em seu famoso trabalho intitulado \u201c<em>Le\u00e7ons sur la th\u00e9orie math\u00e9matique de la lute pour la vie\u201d<\/em><a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\"><em><strong>[vii]<\/strong><\/em><\/a> \u00a0e extensamente explorado por Cesare Marchetti no <em>International Institute for Applied System Analysis<\/em><a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\"><em><strong>[viii]<\/strong><\/em><\/a>. Aqui usaremos somente uma solu\u00e7\u00e3o particular da equa\u00e7\u00e3o diferencial n\u00e3o linear de Volterra, a chamada vers\u00e3o Malthusiana. Ela descreve a din\u00e2mica da ocupa\u00e7\u00e3o, por predadores, de uma \u00e1rea limitada fisicamente, em recursos de todos os tipos (ou em extens\u00e3o), definindo assim o chamado nicho. Detalhes dessa abordagem encontram-se nas refer\u00eancias<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>.<\/p><p>A equa\u00e7\u00e3o Malthusiana (1), apresentada abaixo:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>dN\/dt = aN.(N* &#8211; N)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em>(1)<\/p><p>mostra que a intensidade da ocupa\u00e7\u00e3o (destrui\u00e7\u00e3o) da floresta, por unidade de tempo dt (anual), \u00e9 proporcional ao que j\u00e1 foi anteriormente desmatado, N, no tempo t e ao que resta a ser desmatado, N*- N, onde N* \u00e9 o nicho total desflorest\u00e1vel no in\u00edcio do processo.<\/p><p>O <em>a<\/em> \u00e9 uma constante de proporcionalidade, que mede a taxa de desflorestamento. A solu\u00e7\u00e3o da equa\u00e7\u00e3o (1) \u00e9 conhecida como equa\u00e7\u00e3o log\u00edstica (ou epidemiol\u00f3gica, por descrever corretamente a evolu\u00e7\u00e3o temporal de epidemias)<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a> e \u00e9 expressa a seguir:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>N(t) = N*\/[1+exp(at+b)]<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (2)<\/p><p>Chamando de F a fra\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o do nicho N*, ou seja, F = N\/N*, ao correr do tempo t a equa\u00e7\u00e3o log\u00edstica assume a forma:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\"><em>F\/(1-F) = exp(at+b)<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (3)<\/p><p>sendo <em><u>b<\/u><\/em> um localizador temporal, como se pode ver em sua representa\u00e7\u00e3o dita de Fisher-Pry, obtida extraindo-se o logaritmo natural de (3) e consequentemente linearizando a equa\u00e7\u00e3o:<\/p><p style=\"padding-left: 30px;\">l<em>n[F\/(1-F)] = at + b\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em>(4)<\/p><p>As representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas das equa\u00e7\u00f5es est\u00e3o mostradas mais adiante, para o caso em estudo. A equa\u00e7\u00e3o (1) tem forma de sino e varia desde valores negativos pr\u00f3ximos de zero (de fato, desde menos infinito), passa pelo valor m\u00e1ximo 0,5 do valor total, (considerado este igual a 1 ou 100%) e assume valores positivos pr\u00f3ximos de 1 (de fato, valores positivos muito grandes), no seu limite superior. Ela \u00e9 chamada de \u201ccurva da vida\u201d, por descrever quaisquer processos evolutivos, que consistam de a\u00e7\u00f5es de nascimento, crescimento at\u00e9 um \u00e1pice, seguido por decr\u00e9scimo e morte, com a cessa\u00e7\u00e3o do processo; ou, alternativamente, descreve uma muta\u00e7\u00e3o inicial, a difus\u00e3o competitiva (Darwinista) da nova esp\u00e9cie e seu crescimento, at\u00e9 \u00e0 satura\u00e7\u00e3o do nicho, mediante sua ocupa\u00e7\u00e3o completa por senectude final do referido organismo, ou do processo considerado, por falta de \u201calimento\u201d no nicho; ou por press\u00e3o de for\u00e7as socioecon\u00f4micas emergentes contr\u00e1rias. No caso presente, sup\u00f5e-se justamente que essas for\u00e7as limitariam o n\u00edvel de desmatamento toler\u00e1vel que n\u00e3o seria o total da \u00e1rea original. Assim, o nicho a ser ocupado aqui considerado n\u00e3o \u00e9 o total da \u00e1rea (cerca de 4 milh\u00f5es de km<sup>2<\/sup>), mas estaria limitado a cerca de 1 milh\u00e3o de km<sup>2<\/sup>.<\/p><p>No presente caso, para adequar os dados \u00e0 representa\u00e7\u00e3o das equa\u00e7\u00f5es acima mencionadas, estimou-se inicialmente o desmatamento acumulado, considerando-se os dados mensais dispon\u00edveis e o valor acumulado para 1991. Em seguida, a partir de um valor tentativo do nicho N* a ser ocupado estimou-se a fra\u00e7\u00e3o F=N\/N* alcan\u00e7ada a cada ano, sendo N o total desmatado acumulado at\u00e9 o ano.<\/p><p>A equa\u00e7\u00e3o (1) permite determinar avaliar o \u201cnicho\u201d a partir dos dados do desflorestamento anual (representa\u00e7\u00e3o de dN\/dt) e dos valores acumulados N de desflorestamento.<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura2mod_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-462\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura2mod_.jpg\" alt=\"\" width=\"760\" height=\"485\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura2mod_.jpg 760w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura2mod_-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura2mod_-600x383.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 2: Determina\u00e7\u00e3o do Nicho N* usando-se ajuste para dados de dN\/dt e N que correspondem ao desflorestamento anual e acumulado, respectivamente.<\/p><p>Os dados mostrados na Figura 2 permitem estimar o nicho em 882 mil km<sup>2<\/sup>. Uma metodologia alternativa (usada no trabalho anterior) \u00e9 procurar o valor m\u00e1ximo ajustando um polin\u00f4mio de segundo grau e identificar esse m\u00e1ximo com N*\/2.<\/p><p>Coeficientes muitos semelhantes resultam do ajuste na representa\u00e7\u00e3o <em>Fisher Pry<\/em> mostrada na Figura 3 que corresponde a representa\u00e7\u00e3o da equa\u00e7\u00e3o (4). O Melhor ajuste para a reta nesta representa\u00e7\u00e3o determina o nicho de 891 mil km<sup>2<\/sup> para o desflorestamento limite e uma constante de tempo (de 10% para 90% de ocupa\u00e7\u00e3o do nicho) \u0394=48 anos. A representa\u00e7\u00e3o abaixo usa o valor do nicho de 882 mil km<sup>2<\/sup>, obtido usando a metodologia anteriormente mostrada e possui uma constante de tempo de 47 anos.<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura3mod.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-467 aligncenter\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura3mod.jpg\" alt=\"\" width=\"671\" height=\"582\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura3mod.jpg 671w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura3mod-300x260.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 671px) 100vw, 671px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 3: Representa\u00e7\u00e3o <em>Fisher-Pry<\/em> da fun\u00e7\u00e3o log\u00edstica do desmatamento da Floresta Amaz\u00f4nica (1977 \u2013 2015).<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-466 aligncenter\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod.jpg\" alt=\"\" width=\"654\" height=\"581\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod.jpg 654w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod-300x267.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 654px) 100vw, 654px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: left;\">A Figura 4 mostra os dados acumulados do desflorestamento em fra\u00e7\u00e3o do nicho e em valores em km<sup>2.<\/sup><\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-466\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod.jpg\" alt=\"\" width=\"654\" height=\"581\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod.jpg 654w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura4mod-300x267.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 654px) 100vw, 654px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 4 Desflorestamento acumulado e ajuste mostrando a tend\u00eancia \u00e0 limita\u00e7\u00e3o do valor desflorestado da Amaz\u00f4nia Legal<\/p><p>A tend\u00eancia observada parece coerente com uma estabiliza\u00e7\u00e3o na \u00e1rea coberta pela Floresta Amaz\u00f4nica dentro do prometido pelas autoridades brasileiras na Confer\u00eancia de Paris. Uma melhor ideia do que significa esse ajuste em termos de desflorestamento anual \u00e9 o mostrado na Figura 5 que representa os valores anuais.<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura5mod.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-465\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura5mod.jpg\" alt=\"\" width=\"654\" height=\"585\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura5mod.jpg 654w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura5mod-300x268.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 654px) 100vw, 654px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 5: Compara\u00e7\u00e3o do desflorestamento mensal verificado com o ajuste log\u00edstico<\/p><p>A Figura 4 fornece uma melhor ideia da tend\u00eancia do desflorestamento. A Figura 5 mostra as varia\u00e7\u00f5es ocorridas que est\u00e3o naturalmente muito sujeitas a circunst\u00e2ncias econ\u00f4micas e sociais. O ano de 1991 \u00e9 o segundo do Governo Collor que apresentou forte recess\u00e3o no primeiro ano. 1995 foi o primeiro ano do Governo FHC e 2004 o segundo do Governo Lula. 1994 e 2004 foram anos de crescimento econ\u00f4mico acima de 5% ao ano. A an\u00e1lise dos dados n\u00e3o permite, no entanto, obter uma clara correla\u00e7\u00e3o entre o crescimento econ\u00f4mico. Sabe-se que as mudan\u00e7as de governo, principalmente quando envolvem mudan\u00e7a de tend\u00eancia pol\u00edtica, costumam propiciar uma in\u00e9rcia nos mecanismos do Estado o que poderia refor\u00e7ar os picos de 1995 e 2004, tamb\u00e9m relacionados aos da atividade econ\u00f4mica. Na circunst\u00e2ncia vigente nestes dois anos, se confirmada a expans\u00e3o do desmatamento, certamente dever\u00e1 ser atribu\u00edda a controles mais frouxos uma vez que n\u00e3o estamos em per\u00edodo de expans\u00e3o da atividade econ\u00f4mica.<\/p><p>O compromisso brasileiro da Confer\u00eancia de Paris n\u00e3o fixa uma trajet\u00f3ria anual para o desflorestamento. A trajet\u00f3ria mostrada na Figura 5 pode ser considerada a \u201cnatural\u201d para fen\u00f4menos complexos como o desflorestamento. Mesmo sendo mantido o compromisso, esperam-se oscila\u00e7\u00f5es em torno dessa trajet\u00f3ria. Em um sistema de equil\u00edbrio din\u00e2mico de for\u00e7as socioecon\u00f4micas, isto pode ser encarado de forma natural e a apura\u00e7\u00e3o constante e a pronta publica\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 acontecendo auxilia alcan\u00e7ar este equil\u00edbrio.<\/p><h1><a name=\"_Toc486201467\"><\/a><strong>4\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Uma Nova Onda de Desflorestamento?<\/strong><\/h1><p>Pouco se comentou no Brasil sobre a retomada do desflorestamento verificada em 2015 e 2016 mostrada na Figura 5 previamente \u00e0 viagem do Presidente Temer \u00e0 Noruega. S\u00f3 em 21\/06\/2017 a Folha de S\u00e3o Paulo <a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a> comentou a tend\u00eancia preocupante da pol\u00edtica ambiental brasileira em virtude dos resultados para os dois \u00faltimos anos. A entrevista do ministro noruegu\u00eas, na realidade, faz refer\u00eancias muito elogiosas aos resultados dos anos imediatamente procedentes. O epis\u00f3dio teve ainda desdobramentos em pronunciamentos oficiais durante a visita presidencial.<\/p><p>Um desdobramento da metodologia aqui apresentada j\u00e1 foi usado na an\u00e1lise de outros fen\u00f4menos de longo prazo, onde, como no aqui tratado, interv\u00eam muitos fatores e ocorrem oscila\u00e7\u00f5es em torno do ajuste da log\u00edstica.<\/p><p>As Figuras 3, 4 e 5 mostram que o desflorestamento real vem oscilando em torno de uma tend\u00eancia de longo prazo de ocupa\u00e7\u00e3o de um nicho que corresponderia a cerca de um quarto da floresta original.<\/p><p>A mesma metodologia aqui aplicada para aos dados globais (de longo prazo) pode ser aplicada a per\u00edodos mais restritos. Isso \u00e9 feito dividindo-se o intervalo de tempo e ajustando uma curva log\u00edstica a cada um dos ciclos observados.<\/p><p>A aplica\u00e7\u00e3o da metodologia ao ciclo observado entre 1992 a 2012 resulta em um ajuste muito bom como o mostrado na Figura 6.<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura6mod.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-464\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura6mod.jpg\" alt=\"\" width=\"655\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura6mod.jpg 655w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura6mod-300x227.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 6: Ajuste dos dados entre 1997 e 2012<\/p><p>O resultado do ajuste \u00e9 que o ciclo estudado j\u00e1 estaria encerrado e o valor acumulado em 2012 j\u00e1 representava 97% do nicho e o desmatamento anual esperado no ciclo tenderia rapidamente para zero. A Figura 7 mostra o ajuste em rela\u00e7\u00e3o as emiss\u00f5es no per\u00edodo 1997\/2012 e as que seguiram nos anos 2012\/2016 que parecem indicar o in\u00edcio de um novo ciclo ou oscila\u00e7\u00e3o.<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura7mod.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-463\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura7mod.jpg\" alt=\"\" width=\"655\" height=\"552\" srcset=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura7mod.jpg 655w, https:\/\/www.ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura7mod-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 7: Dados Observados do desflorestamento anual e ajuste para o per\u00edodo 1997 e 2012<\/p><p>Como pode ser observado, o ajuste log\u00edstico \u00e9 capaz de oferecer uma boa descri\u00e7\u00e3o para o ciclo observado. No caso, n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar um padr\u00e3o nos ciclos anteriores que pudesse ser \u00fatil para a previs\u00e3o de um pr\u00f3ximo.<\/p><h1><a name=\"_Toc486201468\"><\/a><strong>5\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h1><p>O desflorestamento da Amaz\u00f4nia Brasileira vinha sendo paulatinamente reduzido e constitui um fen\u00f4meno que pode ser, em sua tend\u00eancia global, reproduzido no longo prazo por uma modelagem matem\u00e1tica simples. O processo est\u00e1 sujeito a varia\u00e7\u00f5es anuais que precisam ser monitoradas. Uma revers\u00e3o de tend\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel se for modificado o atual equil\u00edbrio socioecon\u00f4mico que levou \u00e0 Pol\u00edtica Ambiental que, em termos de conten\u00e7\u00e3o do efeito estufa, foi resumida na \u201cPretendida Contribui\u00e7\u00e3o Nacional Determinada\u201d mais conhecida pela sigla em ingl\u00eas iNDC que o Brasil apresentou na Confer\u00eancia do Clima da ONU em Paris em 2016 e que foi recentemente ratificada pelo Brasil.<\/p><p>O objetivo deste trabalho foi apenas modelar o que vem ocorrendo. A identifica\u00e7\u00e3o de uma tend\u00eancia de longo prazo e as oscila\u00e7\u00f5es identificadas podem subsidiar uma melhor compreens\u00e3o do que vem ocorrendo. Uma pol\u00edtica para a Amaz\u00f4nia, deveria explicitar os objetivos a serem alcan\u00e7ados de maneira que o Pa\u00eds pudesse dispor de um planejamento onde os recursos naturais da regi\u00e3o fossem usados para alcan\u00e7ar um equil\u00edbrio realmente sustent\u00e1vel dos pontos de vista ecol\u00f3gico, social e econ\u00f4mico. Desse mapeamento \u00e9 que deveria surgir o conjunto de metas. No caso do desflorestamento, as r\u00edgidas metas estabelecidas parecem satisfazer apenas um dos pontos de vista, o que, normalmente, conduz a n\u00e3o sustentabilidade.<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p>Refer\u00eancias<\/p><p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee86p.pdf<\/p><p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> GOVERNO BRASILEIRO. Pretendida Contribui\u00e7\u00e3o Nacional para Consecu\u00e7\u00e3o do Objetivo da Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as do Clima. Bras\u00edlia, 2016 em<\/p><p><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/images\/arquivo\/80108\/BRASIL%20iNDC%20portugues%20FINAL.pdf\">http:\/\/www.mma.gov.br\/images\/arquivo\/80108\/BRASIL%20iNDC%20portugues%20FINAL.pdf<\/a> .<\/p><p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> PRODES\/IMPE-EMBRAPA Taxas anuais do desmatamento &#8211; 1988 at\u00e9 2016: Taxa de desmatamento anual (km2\/ano) em <a href=\"http:\/\/www.obt.inpe.br\/prodes\/prodes_1988_2016n.htm\">http:\/\/www.obt.inpe.br\/prodes\/prodes_1988_2016n.htm<\/a><\/p><p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Governo Brasileiro: Comunica\u00e7\u00e3o Nacional para a Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima, Brasilia, 1994. em<\/p><p><a href=\"http:\/\/sirene.mcti.gov.br\/documents\/1686653\/1706391\/205854.pdf\/5eadb8ca-f316-49ec-9dd1-7ba80754b20d\">http:\/\/sirene.mcti.gov.br\/documents\/1686653\/1706391\/205854.pdf\/5eadb8ca-f316-49ec-9dd1-7ba80754b20d<\/a>.<\/p><p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Aguiar, A. P.; Ometto, J. O.; Nobre, C.; C\u00e2mara, G.; Longo, K.; Alval\u00e1, R., Araujo, R. J.; Soares, V.; Vareliano, D.; Almeida, C.; Vieira, I. e Almeida, A. Estimativa das Emiss\u00f5es de CO2 por desmatamento na Amaz\u00f4nia Brasileira; Relat\u00f3rio T\u00e9cnico Sint\u00e9tico INPE, 2009.<\/p><p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Marta Salomon e T\u00e2nia Monteiro, Maior parte de \u00e1rea desmatada da Amaz\u00f4nia virou pasto, Estado de S\u00e3o Paulo, 03\/09\/2011 citando relat\u00f3rio Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) apresentado ontem ao Pal\u00e1cio do Planaltono dia anterior. Em<\/p><p><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/geral,maior-parte-de-area-desmatada-da-amazonia-virou-pasto-mostra-estudo-imp-,767823\">http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/geral,maior-parte-de-area-desmatada-da-amazonia-virou-pasto-mostra-estudo-imp-,767823<\/a><\/p><p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Volterra, V.; Le\u00e7ons sur la th\u00e9orie math\u00e9matique de la lute pour la vie. Paris, Gauthier-Villars, 1931.<\/p><p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> Marchetti, C.; A Forecasting Model for Research and Innovation Activities in Selected Areas: A Support for Strategic Choices, 1991. International Institute of Applied Systems Analysis, Laxenburg, Austria.<\/p><p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> Goel, N. S.; Maitra, S. C.; Montroll, E. W.; On the Volterra and Other Nonlinear Models of Interacting Populations. Reviews of Modern Physics, 1971, 43(2), 231-276.<\/p><p>Vargas, J. I.; A Prospectiva tecnol\u00f3gica: a previs\u00e3o com simples modelo matem\u00e1tico. Economia e Energia, n\u00ba 45 (julho\/agosto de 2004) e n\u00ba 46 (setembro\/outubro de 2004) em <a href=\"http:\/\/ecen.com\/eee45\/eee45p\/ecen_45p.htm\">http:\/\/ecen.com\/eee45\/eee45p\/ecen_45p.htm<\/a><\/p><p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> Vargas, J. I.; Ferreira, O. C.; Alvim, C. F.; Corgozinho, P. M.; Tratamento Log\u00edstico das Ocorr\u00eancias Anuais de Dengue no Rio de Janeiro (1985 &#8211; 2008); Economia e Energia, n\u00ba 71 (dezembro 2008\/janeiro 2009). Em http:\/\/ecen.com\/eee71\/eee71p\/dengue_no_rj.htm<\/p><p><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> Vemos tend\u00eancias preocupantes, diz ministro noruegu\u00eas do ambiente. Folha de S\u00e3o Paulo 21\/02\/2017 em <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2017\/06\/1894546-noruega-critica-politica-ambiental-de-temer-as-vesperas-de-visita-oficial.shtml\">http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2017\/06\/1894546-noruega-critica-politica-ambiental-de-temer-as-vesperas-de-visita-oficial.shtml<\/a><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia e Energia N\u00ba 95, Abril a Junho de 2017 &#8211; Ano XXI ISSN 1518-2932 ACOMPANHAMENTO DA EVOLU\u00c7\u00c3O DO DESFLORESTAMENTO DA AMAZ\u00d4NIA USANDO MODELAGEM MATEM\u00c1TICA SIMPLES Jos\u00e9 Israel Vargas, Rafael Grandsire e Carlos Feu Alvim Resumo Repete-se aqui a an\u00e1lise realizada em 2012 dos dados de desflorestamento &nbsp;na Amaz\u00f4nia usando uma modelagem log\u00edstica de Volterra &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/?page_id=458\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Desflorestamento da Amaz\u00f4nia&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":451,"menu_order":1,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/458"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=458"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/458\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4477,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/458\/revisions\/4477"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}