{"id":2951,"date":"2018-12-22T22:49:06","date_gmt":"2018-12-23T00:49:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=2951"},"modified":"2019-09-17T16:22:43","modified_gmt":"2019-09-17T19:22:43","slug":"uma-moratoria-para-o-metano","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ecen.com.br\/?page_id=2951","title":{"rendered":"Uma Morat\u00f3ria para o Metano"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2951\" class=\"elementor elementor-2951\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3bf3ea7 elementor-section-full_width elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"3bf3ea7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-664b7f7\" data-id=\"664b7f7\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9ed35f8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9ed35f8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><img src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" \/><br \/><b><strong>Economia e Energia \u2013 E&amp;E\u00a0 \u00a0<\/strong><\/b><b><strong>N\u00ba 101,\u00a0 outubro a dezembro de 2018<br \/><\/strong><\/b>ISSN 1518-2932<\/p><p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Opini\u00e3o: <\/strong><\/span><\/p><h1><a name=\"_Toc533108907\"><\/a><strong>EFEITO ESTUFA: <br \/>UMA MORAT\u00d3RIA PARA O METANO<\/strong><\/h1><p style=\"text-align: right;\"><em>Carlos Feu Alvim e Olga Mafra <br \/>\u00a0 <\/em><a href=\"mailto:carlos.feu@ecen.com\"><em>carlos.feu@ecen.com<\/em><\/a><em>,<\/em><em> olga@ecen.com<\/em><\/p><h3><a name=\"_Toc533108908\"><\/a><em>Resumo<\/em><\/h3><p>Existem incertezas cient\u00edficas importantes sobre o comportamento do metano na atmosfera levantadas nos pr\u00f3prios estudos do IPCC, \u00f3rg\u00e3o que assessora a ONU em quest\u00f5es de aquecimento global. A comunidade cient\u00edfica internacional da \u00e1rea tem chamado a aten\u00e7\u00e3o sobre a precariedade dos modelos e das consequentes incertezas quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o futura da concentra\u00e7\u00e3o do metano na atmosfera. Essa est\u00e1, h\u00e1 d\u00e9cadas, em uma trajet\u00f3ria de estabiliza\u00e7\u00e3o, que contraria as proje\u00e7\u00f5es iniciais do Terceiro Relat\u00f3rio do IPCC. Existem, ainda, varia\u00e7\u00f5es important\u00edssimas nos coeficientes para expressar o metano em equivalente a CO2. Isso reflete as d\u00favidas existentes sobre a import\u00e2ncia do metano no aumento da temperatura global.<\/p><p>No Brasil, o metano \u00e9 um g\u00e1s de grande peso na contabilidade atual das emiss\u00f5es. A\u00e7\u00f5es para conter as emiss\u00f5es podem ser ineficazes do ponto de vista do aquecimento global e resultar em gravames importantes para a competitividade do Setor Agropecu\u00e1rio. Por mais inoportuna que pare\u00e7a a ocasi\u00e3o, em face de apaixonadas e at\u00e9 irracionais contesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas sobre a realidade e a gravidade do aquecimento global, est\u00e1 faltando \u00e1 comunidade cient\u00edfica sugerir claramente a atitude a ser adotada pelo Brasil. Em nossa opini\u00e3o, esta atitude seria uma morat\u00f3ria nas metas para a agricultura apresentadas na confer\u00eancia do Clima em Paris.<\/p><h3><a name=\"_Toc533108909\"><\/a><em>Palavras chave:<\/em><\/h3><p>Metano, efeito estufa, GWP, GTP, equival\u00eancia a CO2, setor agropecu\u00e1rio, emiss\u00f5es.<\/p><h3><a name=\"_Toc533108910\"><\/a>1.\u00a0\u00a0\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o<\/h3><p>Os relat\u00f3rios do IPCC<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> d\u00e3o respaldo cient\u00edfico ao aumento da temperatura global pelo efeito estufa e da participa\u00e7\u00e3o da atividade humana nisso. Para o principal g\u00e1s de efeito estufa, o g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2), existe a certeza do aumento de sua concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera e as previs\u00f5es de seu crescimento v\u00eam sendo confirmadas. Para o segundo, o metano (CH4), existe evid\u00eancia sobre o aumento de sua concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera, mas n\u00e3o h\u00e1 respaldo, nos relat\u00f3rios do IPCC, da validade das proje\u00e7\u00f5es para seu crescimento e n\u00e3o h\u00e1 fundamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica s\u00f3lida para o coeficiente utilizado para valorar suas emiss\u00f5es em \u201cequivalente a CO2\u201d. Consequentemente, n\u00e3o existe justificativa cient\u00edfica para fazer o esfor\u00e7o que o Brasil se prop\u00f4s para reduzir \u00e0 metade a emiss\u00e3o espec\u00edfica<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> do g\u00e1s metano nas atividades agropecu\u00e1rias. As medidas relativas a essa meta deveriam ser reconsideradas, numa esp\u00e9cie de morat\u00f3ria.<\/p><p>O metano tem sido tratado com certa ligeireza por ser \u201capenas\u201d o segundo g\u00e1s nas emiss\u00f5es causadoras de efeito estufa. No Brasil, ele \u00e9 um g\u00e1s muito importante na contabilidade atual para ser tratado assim.<\/p><p>O Setor Agropecu\u00e1rio, direta e indiretamente, \u00e9 respons\u00e1vel por parte substancial da receita brasileira com exporta\u00e7\u00f5es. O Brasil faz bem em cooperar para minimizar as emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa &#8211; GEE, mas n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de assumir compromissos que prejudiquem significativamente sua produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00f5es quando n\u00e3o existe respaldo cient\u00edfico para este esfor\u00e7o.<\/p><h3><a name=\"_Toc533108911\"><\/a>2.\u00a0\u00a0\u00a0 Import\u00e2ncia do metano nas emiss\u00f5es brasileiras<\/h3><p>O Brasil assumiu compromissos importantes na Confer\u00eancia de Paris sobre as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. Entre eles, est\u00e1 o de reduzir a intensidade das emiss\u00f5es agropecu\u00e1rias a cerca da metade do valor de 2005<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> (Feu Alvim e Mafra, 2016).<\/p><p>O metano \u00e9 o g\u00e1s de efeito estufa respons\u00e1vel, no Brasil, por dois ter\u00e7os das emiss\u00f5es na agricultura\u00a0(World Bank)<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> com predomin\u00e2ncia da parcela que \u00e9 formado no aparelho digestivo do gado. Mesmo no c\u00f4mputo das emiss\u00f5es gerais, fora outros usos da terra (fundamentalmente o desmatamento), o metano, usando os coeficientes correntes, \u00e9 o maior respons\u00e1vel pelas emiss\u00f5es brasileiras de GEE, sendo superior a do g\u00e1s carb\u00f4nico, ao contr\u00e1rio do que acontece, com os demais grandes pa\u00edses. Essas medidas s\u00e3o feitas em equivalente ao g\u00e1s carb\u00f4nico atrav\u00e9s de um fator de convers\u00e3o (GWP) reconhecidamente problem\u00e1tico.<\/p><p>Ou seja, <strong>o metano n\u00e3o \u00e9 um assunto marginal para o Brasil quando se fala em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/strong> Quase todas as medidas para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de metano implicam em investimentos adicionais e aumentos no custo da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Os compromissos assumidos pelo Brasil deveriam preocupar o Setor Agropecu\u00e1rio.<\/p><h3><a name=\"_Toc533108912\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0 Incapacidade de previs\u00e3o do comportamento da concentra\u00e7\u00e3o do metano<\/h3><p>O esfor\u00e7o pontual para conter as emiss\u00f5es de metano \u00e9 pouco efetivo para conter o aumento da temperatura. Al\u00e9m disso, o comportamento do metano na atmosfera mostra que a tend\u00eancia \u00e9 da concentra\u00e7\u00e3o se estabilizar em n\u00edvel pr\u00f3ximo ao atual.<\/p><p>A tend\u00eancia \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de metano na atmosfera foi identificada em 2006 (Feu et al., 2006) quando o comportamento hist\u00f3rico de estabiliza\u00e7\u00e3o foi examinado com a modelagem log\u00edstica de Volterra, aplicada extensamente por Cesare Marchetti e Jos\u00e9 Israel Vargas.\u00a0<\/p><p>As previs\u00f5es de crescimento da concentra\u00e7\u00e3o do metano no TAR &#8211; Terceiro Relat\u00f3rio de Assessoramento ao IPCC n\u00e3o se efetivaram (Feu Alvim e Mafra 2018). A indica\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia hist\u00f3rica \u00e9 que a concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera est\u00e1 parando de crescer. Os modelos te\u00f3ricos sobre o comportamento do metano n\u00e3o s\u00e3o satisfat\u00f3rios para descrever o que ocorre com sua concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera, como demonstra artigo de revis\u00e3o do assunto na revista <em>Nature<\/em> (Kirschke, 2013). Confrontando os dados sobre o pico no acr\u00e9scimo da concentra\u00e7\u00e3o de metano centrado em 2014 com os modelos existentes chegou-se \u00e0 conclus\u00e3o que <strong>\u201cn\u00e3o h\u00e1 efetivamente nenhuma confian\u00e7a nas proje\u00e7\u00f5es de concentra\u00e7\u00f5es futuras de metano<\/strong>\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p><p>O pr\u00f3prio AR4, Quarto Relat\u00f3rio de Assessoramento do IPCC\u00a0(IPCC, 2007), j\u00e1 havia assinalado, entre as maiores incertezas no assunto aquecimento global, a confiabilidade dos modelos; especialmente no que se refere ao metano: \u201c<strong>\u00e9 necess\u00e1rio<\/strong> <strong>validar os modelos<\/strong> (de proje\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o)<strong> n\u00e3o se restringindo a intercompara\u00e7\u00e3o com outros modelos, principalmente para o caso do metano\u201d. <\/strong>Compreende-se que para o CO2, que permaneceria na atmosfera por centenas ou milhares<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> de anos, o \u00fanico teste poss\u00edvel \u00e9 a compara\u00e7\u00e3o de resultados entre modelos te\u00f3ricos. J\u00e1 a valida\u00e7\u00e3o dos modelos para o metano pode e deve ser feita com os dados experimentais<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. A vida m\u00e9dia, da ordem de uma dezena de anos, facilita esta valida\u00e7\u00e3o com os dados dispon\u00edveis. O problema \u00e9 que ainda n\u00e3o existe um modelo consensual para interpreta\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p><h3><a name=\"_Toc533108913\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0 D\u00favidas sobre o coeficiente de equival\u00eancia a ser utilizado<\/h3><p>Tamb\u00e9m tem havido intensas discuss\u00f5es sobre o fator de equival\u00eancia adotado para valorar o metano em rela\u00e7\u00e3o ao CO2. Os fatores considerados diferem em cerca de uma ordem de grandeza e at\u00e9 mais. Entre o GWP (<em>Global Warming Potencial<\/em>) e o GTP<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> (<em>Global Temperature change Potential)<\/em> para 100 anos a diferen\u00e7a encontrada, nas an\u00e1lises do IPCC, \u00e9 do GWP=28 e GTP=4 para o metano. Outros pesquisadores usam coeficientes de 0,35 ou 0,26\u00a0(WangChang-Ke, et al., 2013) para o GTP do metano. O GTP mede a equival\u00eancia baseada na varia\u00e7\u00e3o de temperatura induzida pelos gases, j\u00e1 o GWP baseia-se apenas no poder de reter a radia\u00e7\u00e3o, integrado no per\u00edodo.<\/p><p>Parte do problema da equival\u00eancia est\u00e1 no tempo de integra\u00e7\u00e3o a ser utilizado. Os grupos de trabalho cient\u00edficos do IPCC, para o <em>Fifth Assessment Report<\/em> (AR5), analisaram o caso geral dos coeficientes de equival\u00eancia, com grande impacto na avalia\u00e7\u00e3o do efeito estufa do metano. Chamam a aten\u00e7\u00e3o para o problema da escolha do tempo de integra\u00e7\u00e3o de 100 anos, usado como padr\u00e3o para computar os coeficientes. O AR5, em seu Cap\u00edtulo 3, diz que a escolha do tempo de integra\u00e7\u00e3o, avaliado pelo IPCC para 20, 100 ou 500 anos, \u00e9 arbitr\u00e1ria e foi improvisada pelos diplomatas na Confer\u00eancia de Kyoto sem o respaldo cient\u00edfico<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p><p>\u00a0Tamb\u00e9m \u00e9 discutido, no relat\u00f3rio AR5, o problema de tratar de uma maneira igual, as emiss\u00f5es de metano independentemente de sua origem f\u00f3ssil ou org\u00e2nica. Deve-se considerar que o processo de emiss\u00e3o de CH4 a partir da digest\u00e3o animal tem in\u00edcio com a absor\u00e7\u00e3o do carbono da atmosfera (CO2) pelos organismos formadores da alimenta\u00e7\u00e3o bovina. A partir da\u00ed, existe uma captura de CO2 que dura at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o do CH4 da atmosfera cujo produto predominante ao final de processo \u00e9 o pr\u00f3prio CO2. Considerando esse ciclo \u00e9 que as emiss\u00f5es de CO2 por fontes renov\u00e1veis s\u00e3o consideradas nulas nos invent\u00e1rios dos pa\u00edses. No caso do metano de origem f\u00f3ssil, parte do CO2 formado permaneceria milhares de anos contribuindo para o efeito estufa.<\/p><p>Deve-se assinalar, al\u00e9m disto, que o Cap\u00edtulo 8 do mesmo AR5 (IPCC, 2014) que examinou os crit\u00e9rios de equival\u00eancias, diz que a decis\u00e3o de adotar o coeficiente usado foi tomada na Confer\u00eancia de Kyoto, mas que \u201cn\u00e3o existe argumento cient\u00edfico que justifique selecionar o de 100 anos comparado com outras poss\u00edveis escolhas\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p><p>Tamb\u00e9m deveria ser revista essa equival\u00eancia no com\u00e9rcio de \u201cdireitos de emiss\u00e3o\u201d entre pa\u00edses ou empresas. Nele a eventual supress\u00e3o da emiss\u00e3o de metano (vida m\u00e9dia 12 anos) \u201ccompra\u201d, usando um coeficiente de equival\u00eancia 28, o direito de n\u00e3o reduzir as emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (com uma fra\u00e7\u00e3o importante do g\u00e1s permanecendo de milhares de anos) por outros pa\u00edses. Essa equival\u00eancia n\u00e3o traduz a efic\u00e1cia da supress\u00e3o eventual da emiss\u00e3o de metano em compensar a emiss\u00e3o de CO2 para mitigar o aumento de temperatura. Essa troca foi feita em projetos de MDL (mecanismo de desenvolvimento limpo) propostos em Kyoto, e deveria ser considerada hoje (no m\u00ednimo) anti\u00e9tica.<\/p><h3><a name=\"_Toc533108914\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0 A morat\u00f3ria sobre os compromissos de redu\u00e7\u00e3o de metano<\/h3><p>Em nossa opini\u00e3o, seria prudente suspender a meta para a Agropecu\u00e1ria at\u00e9 que fosse quantificado o que seria conveniente e necess\u00e1rio fazer. De outra forma, estar\u00edamos empregando recursos especialmente escassos de investimento em uma atividade em que o Brasil consegue competir com vantagem no com\u00e9rcio exterior.<\/p><p>Feita a reavalia\u00e7\u00e3o, as medidas para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es estariam restritas \u00e0quelas de seguro resultado sobre o aquecimento global. Do ponto de vista pr\u00e1tico, elas seriam limitadas \u00e0s que forem justific\u00e1veis usando-se o \u00edndice GTP.<\/p><p>Nossa meta volunt\u00e1ria \u00e9 reduzir \u00e0 metade as emiss\u00f5es por unidade de produto agr\u00edcola em 2025 ou 2030 tomando como refer\u00eancia o ano de 2005. J\u00e1 assinalamos aqui, por diversas vezes, a enorme passividade com que os setores produtivos brasileiros aceitaram as metas propostas para a \u201cpretendida\u201d Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada &#8211; CND, mais conhecida pela sigla inglesa iNDC (<em>intended Nationally Determined Contribution<\/em>).<\/p><p>Pare reduzir emiss\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos que constituem o mais grave gargalo ao desenvolvimento brasileiro. Tendo em vista o conturbado ambiente pol\u00edtico vivido pelo pa\u00eds nos \u00faltimos anos, praticamente n\u00e3o houve uma discuss\u00e3o s\u00e9ria da sociedade sobre as metas que seriam assumidas nem de seus custos. Isto apesar das consultas p\u00fablicas que o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente procurou fazer com a Sociedade.<\/p><p>De uma maneira geral, as entidades patronais at\u00e9 aplaudiram, no Brasil, os engajamentos assumidos pelo Governo, em nome da sociedade, julgavam talvez que o Governo subsidiaria os custos. Isto claramente n\u00e3o poder\u00e1 ser feito.<\/p><h3><a name=\"_Toc533108915\"><\/a>6.\u00a0\u00a0\u00a0 Conclus\u00f5es<\/h3><p>As consequ\u00eancias econ\u00f4micas da redu\u00e7\u00e3o prometida para o metano passaram despercebidas por ser um problema que concerne de uma maneira muito especial ao Brasil, n\u00e3o havendo discuss\u00f5es correspondentes no exterior. O compromisso assumido pelas autoridades brasileiras \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria que n\u00e3o foi suficientemente discutida internamente. O Brasil defende, tanto na assessoria cient\u00edfica como na comunidade diplom\u00e1tica, a ado\u00e7\u00e3o do coeficiente baseado na temperatura.<\/p><p>Na revista anterior, (Feu Alvim &amp; Mafra, 2018) foi apontada a conveni\u00eancia de que s\u00f3 fossem implantadas medidas relativas \u00e0s emiss\u00f5es de metano, quando justific\u00e1veis, em an\u00e1lise t\u00e9cnico-econ\u00f4mica usando-se o \u00edndice GTP que exprime a equival\u00eancia entre gases, baseado no efeito sobre a temperatura global.<\/p><p>O que se prop\u00f5e aqui \u00e9 que o Brasil adote internamente o fator de equival\u00eancia defendido por cientistas brasileiros e tamb\u00e9m pelo pr\u00f3prio relat\u00f3rio t\u00e9cnico do IPCC. Adotando a equival\u00eancia GTP, proposta para o metano, o Brasil j\u00e1 estaria reduzindo sua emiss\u00e3o de 2012<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> de 40% em equivalente a CO2 como foi mostrado na refer\u00eancia acima citada. Com a menor import\u00e2ncia relativa do metano, ficar\u00e1 mais f\u00e1cil remanejar as emiss\u00f5es e cumprir os compromissos globais.<\/p><p>Deve-se lembrar tamb\u00e9m, que parte da meta pode ser alcan\u00e7ada com aumentos da produtividade. Isso j\u00e1 aconteceu entre 2005 e 2014, o Brasil j\u00e1 havia reduzido em 20% suas emiss\u00f5es por unidade de produto na Agropecu\u00e1ria quando assinou o compromisso. Parte da meta j\u00e1 est\u00e1 alcan\u00e7ada e a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es pode ainda ser significativa.<\/p><p>\u00c9 preciso, frente \u00e0s novas e dif\u00edceis circunst\u00e2ncias econ\u00f4micas que o Pa\u00eds viveu nesse longo per\u00edodo de recess\u00e3o, chegar a uma proposta realista sobre nossas metas de emiss\u00f5es. O Brasil tem cr\u00e9dito acumulado com seus baixos \u00edndices de emiss\u00e3o por produto, para justificar a revis\u00e3o da meta.<\/p><p>O novo compromisso que venha a ser feito<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> ainda contemplaria uma redu\u00e7\u00e3o substancial das emiss\u00f5es por produto agropecu\u00e1rio, mas manteria nossa competitividade internacional. N\u00e3o se correria tamb\u00e9m o risco de estar contribu\u00eddo para aumentar o crescimento da temperatura global pelo uso de um coeficiente incorreto. Existe, com efeito, o perigo de aumentar, ao inv\u00e9s de reduzir a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, a partir das emiss\u00f5es indiretas com gastos com combust\u00edveis e fertilizantes exigidos pela moderniza\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria.<\/p><p>Feitas as altera\u00e7\u00f5es, sobrar\u00e1 algum lugar talvez para o \u201cgado feliz\u201d, criado sem confinamento excessivo, que saber\u00edamos valorizar comercialmente como j\u00e1 se faz com o frango e os su\u00ednos criados de maneira mais natural<\/p><p>.<a name=\"_Toc533108916\"><\/a>Bibliografia<\/p><p><strong>Feu Alvim, C., e Mafra, O. (2018).<\/strong> <em>As Efeito Estufa: Persisten D\u00favidas sobre o Papel do Metano<\/em>. <em>Economia e Energia E&amp;E 100.<\/em><br \/><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/eee100net.pdf\">http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/eee100net.pdf<\/a><\/p><p><strong>Feu Alvim, C., e Mafra, O. (2017).<\/strong> As <em>Metas Brasileiras de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa e a Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada &#8211; CND do Brasil<\/em>. <em>Economia e Energia E&amp;E 95<\/em>, 21-32.<br \/><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=515\">http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=515<\/a> .<\/p><p><strong>Feu Alvim, Carlos, Ferreira, Omar Campos e Vargas e Jos\u00e9 Israel (2006).<\/strong> <em>Evolu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de metano na atmosfera. Economia e Energia <\/em>[Online] <em>E&amp;E, 55. \u00a0<\/em><br \/><a href=\"http:\/\/ecen.com\/eee55\/eee55p\/metano_na_atmosfera.htm\">http:\/\/ecen.com\/eee55\/eee55p\/metano_na_atmosfera.htm<\/a><\/p><p><strong>IPCC. (2007).<\/strong> <em>IPCC Fourth Assessment Report: Climate Change <\/em>. Fonte: Intergovernmental Pabel on Climate Change: https:\/\/www.ipcc.ch\/publications_and_data\/ar4\/wg2\/en\/ch4s4-8.html<\/p><p><strong>IPCC (2013).<\/strong> Myhre, G., D. Shindell, F.-M. Br\u00e9on, W. Collins, J. Fuglestvedt, J. Huang, D. Koch, J.-F. Lamarque, D. Lee, B. Mendoza, T. Nakajima, A. Robock, G. Stephens, T. Takemura and H. Zhang, 2013: <em>Anthropogenic and Natural Radiative Forcing. In: Climate Change 2013: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fifth Assessment\u00a0 Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change<\/em> [Stocker, T.F., D. Qin, G.-K. Plattner, M. Tignor, S.K. Allen,\u00a0 J. Boschung, A. Nauels, Y. Xia, V. Bex and P.M. Midgley (eds.)]. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA. https:\/\/www.ipcc.ch\/pdf\/assessment-report\/ar5\/wg1\/WG1AR5_Chapter08_FINAL.pdf\u00a0<\/p><p><strong>IPCC. (2014).<\/strong> Kolstad C., K. Urama, J. Broome, A. Bruvoll, M. Cari\u00f1o Olvera, D. Fullerton, C. Gollier, W. M. Hanemann, R. Hassan, F. Jotzo, M. R. Khan, L. Meyer, and L. Mundaca, 2014: Social, Economic and Ethical Concepts and Methods. In: Climate Change 2014: Mitigation of Climate Change. Contribution of Working Group III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change [Edenhofer, O., R. Pichs-Madruga, Y. Sokona, E. Farahani, S. Kadner, K. Seyboth, A. Adler,\u00a0 I. Baum, S. Brunner, P. Eickemeier, B. Kriemann, J. Savolainen, S. Schl\u00f6mer, C. von Stechow, T. Zwickel and J.C. Minx (eds.)].\u00a0 Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA.\u00a0\u00a0 https:\/\/www.ipcc.ch\/pdf\/assessment-report\/ar5\/wg3\/ipcc_wg3_ar5_chapter3.pdf<\/p><p><strong>Kirschke (2013).<\/strong> Kirschke, S. &amp;., Ciais, P. &amp;., Saunois, P. &amp;., Canadell, M. &amp;., Dlugokencky, J. &amp;., Bergamaschi, E. &amp;., . . . Feng, F. &amp;. (2013). Three decades of global methane sources and sinks. <em>Nature Geoscience<\/em>, 813-823.<\/p><p><strong>WangChang-Ke, LuoXin-Zheng, &amp; ZhangHua. (25 de june de 2013)<\/strong>. Shares Differences of Greenhouse Gas Emissions Calculated with GTP and GWP for Major Countries. <em>Advances in Climate Change Research, 4<\/em>(2).<\/p><p><strong>Worden, John R., Bloom, A. Anthony, Pandey, Sudhanshu, Jiang, Zhe, Worden, Helen M., Walker, Thomas W., . . . R\u00c3\u00b6ckmann, Thomas. (2017, dec 20<\/strong>). Reduced biomass burning emissions reconcile conflicting estimates of the post 2006 atmospheric methane budget. <em>Nature Communications, 8<\/em>(1). Retrieved 2018, from https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41467-017-02246-0<\/p><p><strong>World Bank. (s.d.).<\/strong> <em>World Development Indicators<\/em>. Fonte: World Bank Time Series: http:\/\/data.worldbank.org\/data-catalog\/world-development-indicators<\/p><p><strong>Notas:<\/strong><\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> IPCC Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, \u201c<em>The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) is an intergovernmental body of the United Nations,<\/em>[1][2] <em>dedicated to providing the world with an objective, scientific view of climate change and its political and economic impacts \u201c <\/em><\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Por produto.<\/p><p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> O compromisso \u00e9 o de praticamente manter, em 2025 e 2030, emiss\u00e3o praticamente igual a de 2005, como se espera que a produ\u00e7\u00e3o pelo menos duplique, isto significa reduzir \u00e0 metade e emiss\u00e3o por produto.<\/p><p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa com o uso de combust\u00edveis na agricultura s\u00e3o contabilizadas como consumo energ\u00e9tico.<\/p><p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Os investimentos e custos adicionais para reduzir as emiss\u00f5es podem resultar em aumentos\u00a0 na produtividade e serem economicamente justific\u00e1veis. Essas medidas devem ser implantadas at\u00e9 independentemente do esfor\u00e7o para redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de GEE.<\/p><p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> \u201cHowever, determining the relative contributions of anthropogenic, biogeochemical, and chemical drivers of methane trends has been extremely challenging and consequently there is effectively no con\ufb01dence in projections of future atmospheric methane concentrations\u201d.\u00a0 <br \/><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-017-02246-0\">https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-017-02246-0<\/a>\u00a0\u00a0 Pag\u00a0 2\/34.<\/p><p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> A vida m\u00e9dia do CO2 na atmosfera ainda admitida pelos modelos do IPCC n\u00e3o \u00e9 bem determinada, variando ao longo dos anos a medida que os processos de absor\u00e7\u00e3o do metano reduzem sua efic\u00e1cia. A vida medida pela absor\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da simula\u00e7\u00e3o reproduzida no relat\u00f3rio t\u00e9cnico do AR5 \u00e9 da ordem de uma ou mais centena de anos.<\/p><p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Validation beyond model intercomparisons is required, especially also with respect to the methane cycle. Pag 249.<\/p><p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> O GWP &#8211; <em>Global Warming Potential <\/em>baseia-se na compara\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o do coeficiente de radia\u00e7\u00e3o (RF) ao longo de um per\u00edodo determinado para um g\u00e1s (no caso metano) com o g\u00e1s de refer\u00eancia (no caso CO2). O GTP &#8211; <em>Global Temperature Change Potential<\/em> compara o efeito sobre a temperatura ao final do per\u00edodo. Nesse caso, h\u00e1 um retardo entre a emiss\u00e3o do g\u00e1s na superf\u00edcie da Terra e seu efeito de conten\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o do calor que se d\u00e1 em altitudes maiores.<\/p><p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> \u201cthe IPCC has calculated global warming potentials (GWPs) to convert climate pollutants into common units over 20, 100 and 500 year time horizons. \u2026In the Kyoto Protocol, diplomats chose the middle value &#8211; 100 years &#8211; despite the lack of any published conclusive basis for that choice.<br \/>https:\/\/www.ipcc.ch\/site\/assets\/uploads\/2018\/02\/ipcc_wg3_ar5_chapter1.pdf\u00a0\u00a0\u00a0 Pag 122.<\/p><p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> \u201cThere is no scientific argument for selecting 100 years compared with other choices.\u201d<a href=\"https:\/\/ar5-syr.ipcc.ch\/resources\/htmlpdf\/WG1AR5_Chapter08_FINAL\/\"> https:\/\/ar5-syr.ipcc.ch\/resources\/htmlpdf\/WG1AR5_Chapter 08_FINAL\/\u00a0 <\/a>\u00a0Pag. 711.<\/p><p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Excetuando outros usos da terra, principalmente florestas.<\/p><p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Essas medidas inda n\u00e3o incluiriam a redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de metano que poder\u00e1 ser feita, como futura medida \u201cemergencial\u201d (face aos enormes prazos envolvidos no estoque de CO2) para conter o aquecimento global no futuro. Isto poder\u00e1 ocorrer em uma outra circunst\u00e2ncia hist\u00f3rica onde certamente os mecanismos de emiss\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o do metano j\u00e1 ser\u00e3o melhores conhecidos. Atualmente, n\u00e3o se pode confundir as medidas direcionadas a controlar o estoque centen\u00e1rio e milenar de gases de efeito estufa na atmosfera com medidas de fluxo para conter em um prazo de dezenas de anos o aquecimento global.<\/p><p><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/strong><\/p><p>Conte\u00fado E&amp;E 101:<\/p><p><strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=2942\">O Territ\u00f3rio Econ\u00f4mico Brasileiro \u00e9 nosso?<\/a>\u00a0 |\u00a0\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=2951\">Efeito Estufa:\u00a0 Uma morat\u00f3ria para o metano<\/a> |\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=2954\">Uma Pol\u00edtica Nuclear de Estado para o Brasil<\/a> |\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=2957\">O Territ\u00f3rio Econ\u00f4mico Nacional: Impactos das normas internacionais de contabilidade<\/a> |\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=2866\">Toda E&amp;E 101<\/a><\/strong><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia e Energia \u2013 E&amp;E&nbsp; &nbsp;N\u00ba 101,&nbsp; outubro a dezembro de 2018 ISSN 1518-2932 Opini\u00e3o: EFEITO ESTUFA: UMA MORAT\u00d3RIA PARA O METANO Carlos Feu Alvim e Olga Mafra &nbsp; carlos.feu@ecen.com, olga@ecen.com Resumo Existem incertezas cient\u00edficas importantes sobre o comportamento do metano na atmosfera levantadas nos pr\u00f3prios estudos do IPCC, \u00f3rg\u00e3o que assessora a ONU em &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ecen.com.br\/?page_id=2951\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Uma Morat\u00f3ria para o Metano&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2548,"parent":2853,"menu_order":1,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2951"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2951"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2951\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4097,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2951\/revisions\/4097"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2853"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ecen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}